Papo de Arroz: Anderson Magalhães e seu “Desespero”

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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Papo de Arroz: Anderson Magalhães e seu “Desespero”.

Ainda nesta semana, entre os trancos e barrancos de uma vida atarefada, chegou aos meus olhos a edição de novembro da revista Actual Magazine (nº 15), distribuída gratuitamente nos municípios da região. Para minha profunda surpresa e decepção, a referida publicação trazia, no seu típico miolo desmiolado, um texto intitulado “Desespero”, escrito pelo colunista social Anderson Magalhães, singelo arroz de festa da noite mogiana.

Valendo-se de um discurso asqueroso, rancoroso e esvaziado de bom senso, Magalhães propõe uma sistemática campanha para evitar que o “povão” vote no segundo turno, o que, segundo ele, resultaria na derrota do grupo político que administra o governo federal; a famigerada “situação”.

Sua ampla concepção de “povão” (leia-se: pobres, imbecis e desclassificados) abrange, de maneira tocante e arbitrária, traficantes, empregadas domésticas, entusiastas do “forró”, porteiros, passageiros de trens e de ônibus, expectadores da TV aberta, analfabetos e, principalmente, Nordestinos.

Segundo o articulista pouco articulado, caso estes indivíduos sejam boicotados, trancafiados, interditados, desintegrados, sequestrados (e etc.); na hora do pleito, o resultado da eleição será (ou seria) outro. Afinal de contas, para que existe a democracia, não é mesmo? Que não saiam da senzala!

Enfim, o fim!

Pouco tempo depois da publicação do texto, Magalhães postou uma breve retratação nas redes sociais, afirmando que fora “mal interpretado” e que sua intenção era apenas a de ser “irônico”. Sua suposta “intenção”, no entanto, não o absolve de suas injúrias e a revista (o contexto da publicação) amplifica a sua brutalidade: não há foto de “povão, segundo Magalhães”, naquelas bandas.

Como sujeito ordinário que sou, usuário de transporte público metropolitano e leitor assíduo de Lima Barreto, Machado de Assis, Fernando Pessoa e Fiódor Dostoiévski, espero que o meu direito de votar não seja usurpado. Nossa democracia é anêmica e, definitivamente, não pode ser alvo de ignorâncias rasteiras dessa natureza.

Também o arroz é vítima de seu próprio veneno. Ao anunciar o eleitor ideal, vocifera: “e, para ter seu voto validado, todos terão de formular uma frase inteira sem erros de concordância e com todos os plurais”; mas, contrariando-se, no início do texto, escorrega feio: “faça com que Dilma e sua corja perca seus votos”! Que é isso, rapaz? Ou vai me dizer que forçou uma “concordância ideológica”? Olha, nesse caso, não salvação! (Risos).

Rafael Puertas de Miranda às 01:47

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