Parem de colocar isso nos seus CVs!

Parem de colocar isso nos seus CVs!

Faz mais de década e meia que eu reformo currículo das pessoas, e cansei de ver o povo dando um tiro no pé colocando informação que não é para colocar, e onde passo o lança chamas sem dó.

Dá uma olhada:

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Agora pensem bem: de que forma falar a sua idade, quantos filhos tem, e se você é casada ou não servem pra definir se você é boa na sua profissão?

Este é o tipo de informação que todo mundo coloca no CV porque… bem, porque todo mundo coloca. A justificativa é que a informação serve para conhecer um pouco mais a vida pessoal do candidato. Só que não é bem assim. Vida pessoal você conhece quando entende de verdade a história de vida da pessoa, os desafios que ela enfrentou que a tornaram forte, e o que a deixa motivada e energizada em seu tempo livre, por exemplo. É um lance de contexto, de individualidade.

Colocar estado civil, idade e número de filhos no CV tem o efeito contrário: o de encaixotar você em estereótipos que muitas vezes não tem nada a ver com você. Eu já cansei de ver, com esses olhinhos que a terra há de comer, diretor de multi olhar CV de uma pessoa perfeitamente qualificada e dizer, “Olha, não que eu julgue [julga sim!], mas esse candidato tá meio velho, não tá não?”

O que passa (escondido) na cabeça da pessoa que está lendo o seu CV é o seguinte:

“Solteira? Quer pegar marido.”
“Casada? Vai largar a família em casa.”
“Divorciada? Histérica.”
“Viúva? Deprimida.”
“Tem N filhos? Tá desesperada pra sustentar essa galera toda, e vai topar um salário menor.”
“X anos? Tá muito velha / muito nova / vai querer engravidar / aposentar / ficar doente.”

Para moças, então, é pior porque, muito mais do que para os homens, coisas como “casada” ou “solteira” reforçam um mito de que a capacidade profissional da mulher decorre da sua vida amorosa e familiar. Tipo uma Princesa Disney de Wall Street.

Sejamos francos: esse tipo de informação não fala nada sobre as suas competências, né verdade? Vamos pegar o exemplo do número de filhos. Você ter dois pimpolhos em casa não diz nada sobre a sua capacidade de desenvolver novos negócios, suas habilidades em análise financeira, ou o seu foco no cliente. Nada.

Fala, sim, que você tem dois moleques pra sustentar. E que eles vão exigir amor e atenção. E que de vez em quando a escola vai ligar pra falar de uma febre, um joelho ralado, uma briga. Será que a sua produtividade no trabalho vai cair por causa disso? Será que vai querer dar um irmãozinho a essa galera? O quanto isso vai custar à empresa em termos de licença maternidade, férias, essas coisas? Será que tem que computar isso na decisão de contratação, de promoção, e no salário oferecido, que por acaso costuma ser 25% menor do que é pago aos homens? Não, claro que não, afinal esse tipo de gestão é coisa do passado…

A verdade é que falar de idade, estado civil, número de filhos em um CV só prejudica quem está batalhando pelo seu lugar ao sol. Além do mais, é ilegal pedir esse tipo de informação ao candidato, sabiam?

Então parem. Simplesmente parem. Não precisa. Tem coisa mais importante pra falar. Foco no que faz de vocês as melhores candidatas para a vaga, OK?

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Comerciante que fez bingo de frango assado é absolvido

Comerciante que fez bingo de frango assado é absolvido

A falta de prejuízo econômico e de lesão social impedem que uma pessoa responda criminalmente por ter promovido um bingo. Esse foi o entendimento da Juíza Camila Paiva Portero, da 1ª Vara Criminal de Araçatuba (SP), ao absolver um comerciante que virou alvo de Ação Penal por ter organizado um bin…

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Saúde e segurança são maiores desafios para governador eleito no Ceará

 

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A precariedade nas áreas de segurança e saúde sempre é citada dentre as reclamações da população cearense, e o governador eleito Camilo Santana está consciente dos desafios que precisará enfrentar, a partir de janeiro do ano que vem. Mas ele priorizou a segurança em sua primeira manifestação pública, depois da contagem dos votos. “Meu papel vai ser de unir a polícia e garantir a segurança da população. Farei um governo de diálogo e de participação”, disse ele.

O cientista político Rosendo Amorim, professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), ressalta que Santana vai receber boa herança dos governos de Cid Gomes na área de educação. “Mas a saúde e a segurança, principalmente”, segundo ele, serão um ônus pesado. Constatação reforçada pela doméstica Érica Oliveira, 34 anos, segundo quem “tem que melhorar muito. Segurança é o que precisa mais, mas a saúde também está difícil. Faz dois meses que estou na fila de espera para resolver uma dor na coluna. Não fui atendida até hoje”, disse ela.

Outro tema que fez parte da campanha do petista é a seca no estado. “Eu vou concluir o primeiro trecho do Cinturão das Águas e fazer o segundo. Não prometi nada que não tenha sido estudado e que não tenha dinheiro para fazer”. Rosendo Amorim acredita que ações em torno dessa problemática realmente vão fazer parte do próximo governo cearense. “Ele [Camilo] dará a coloração do PT, que é a inclusão social, e isso também faz parte da formação acadêmica dele [engenheiro agrônomo e mestre em desenvolvimento e meio ambiente]”, avaliou.

A eleição de Santana teve apoio intenso da família Gomes, com forte presença de Ciro, governador do Ceará eleito em 1990, e principalmente de Cid, que está terminando o segundo mandato. Os irmão são do Pros. O professor de ciência política não acredita na possibilidade de rompimento da aliança, mesmo Camilo sendo de partido diferente. “O Camilo já até sinalizou. Ele vai dar o tom do partido dele [o PT], mas não acredito em ruptura completa”.

Demonstrando gratidão ao atual governador, Santana preferiu não antecipar qual será o papel de Cid na próxima gestão. No entanto, deixou a entender que haverá mudanças. “Sou grato a ele [Cid Gomes]. Para mim, é o melhor governador que o Ceará já teve. Mas Izolda Cela [vice eleita] e eu vamos fazer um governo novo nos próximos quatro anos”, salientou.

Em relação ao secretariado, o governador eleito não quis confirmar saídas nem nomes novos. “Vamos avaliar isso. O critério será a competência de cada um na área para cumprir a missão de melhorar o atendimento à sociedade”, disse ele.

 

 

Editor Stênio Ribeiro

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Pobres coitados, ricos de ódio

Pobres coitados, ricos de ódio

Fernando Brito, Tijolaço  

Será que alguma hora, certas pessoas vão se dar conta ao papel ridículo a que estão sendo levadas?

Será que é possível que uma pessoa que vive numa das mais belas paisagens do mundo, num bairro onde não falta nada – nem mesmo segurança, porque dentro das precariedades do Brasil e do Rio de Janeiro, ela ali é das melhores – que tem escolas, empregadas, babás para seus filhos, que vive num padrão semelhante aos das melhores cidades dos EUA ou a Europa, se digam oprimidas, reprimidas, perseguidas?

Sinceramente, não lhes tenho ódio, nem quero que se vão embora daqui.
Tenho amigos queridos que votaram no Aécio e não deixam de ser queridos e amigos por isso, até porque aceitam os resultados e a vontade da maioria, que não os oprime.
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