Brasil Debate: Dilma representa a continuidade dos avanços e Aécio o retrocesso social

Brasil Debate: Dilma representa a continuidade dos avanços e Aécio o retrocesso social

O editorial desta sexta-feira (24) do site Brasil Debate trouxe uma importante interpretação a respeito dos dois projetos antagônicos que estão na disputa eleitoral no próximo dia 26 de outubro. Assim como fez às vésperas do 1º turno, o Brasil Debate reafirma seu apoio à presidenta Dilma também no 2º turno das eleições.

O site tratou da diferença entre as candidaturas de Dilma Rousseff e Aécio Neves, fundamentadas em duas visões diferentes da participação do Estado na sociedade, da distribuição de renda, do desenvolvimento econômico e da inserção soberana na economia global.

Para o Brasil Debate, a eleição de Aécio “representa um retrocesso social, a restauração de um padrão de crescimento concentrador de renda e de uma forma de regulação da economia que favorece grandes grupos econômicos, em particular os grupos financeiros”, diz o editorial. Já a presidenta Dilma representa a “continuidade dos avanços sociais e o aprofundamento das mudanças, muitas delas inadiáveis, como a reforma política”.

Segundo o editorial, no campo social os projetos são essencialmente diferentes. A eleição de Aécio representa o abandono de um projeto de desenvolvimento em que a distribuição de renda tem um papel central, além do abandono da construção de um Estado de Bem-Estar Social e de políticas sociais universais.

Quando se fala em democracia, temos mais diferenças entre os projetos. Enquanto Aécio propõe uma reforma política cujos principais pontos são o fim da reeleição com mandatos de cinco anos no Executivo e Legislativo e a defesa do voto distrital, Dilma propõe o fim do financiamento corporativo de campanhas eleitorais, afastando o poder das empresas do processo político.

Na economia, a proposta de Aécio prevê uma gestão ortodoxa da política macro e juros que seriam manejados sem preocupação com a taxa de desemprego, o crescimento e o câmbio. Já as propostas de Dilma pressupõem uma “importante atuação do Estado no planejamento, na indução do investimento, no direcionamento do crédito, enquanto os bancos públicos têm um papel fundamental para a política industrial, para o financiamento da infraestrutura e para programa sociais”.

Por fim, o editorial trata das diferentes propostas dos dois candidatos relacionadas à diplomacia. Enquanto Aécio defende realinhar a política externa brasileira aos interesses de Estados Unidos e Europa [o que implica “prioridade à negociação de acordos bilaterais e uma nova rodada de abertura comercial unilateral”], Dilma se baseia no aprofundamento do multilateralismo, que busca a diversificação das relações internacionais.

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