Ferina e mordaz

Guarda de mim
O que for o melhor
Os meus sonhos, os delírios
A voz e o suor
Pois sempre na vida
Chega o momento em que
Se desatam os nós
É a vida que afasta
Apaga ou faz brilhar
A chama no peito dos homens
Mas nunca a minha garganta
Dirá meu amor
Nunca mais
Mas nunca a minha garganta
Dirá meu amor
Nunca mais

Esqueça o que for
Pequenino e vulgar
Aquela palavra
Ferina e mordaz
Esqueça o gesto da hora infeliz
O meu coração sempre soube
O que quis
Mas nunca a minha garganta
Dirá meus amor
Nunca mais
Mas nunca a minha garganta
Dirá meu amor
Nunca mais

Porque todo mundo odeia Mano Menezes? Porque tem a arrogância, a prepotência de um José Mourinho dos trópicos. Só que em vez de duas Champions, é bicampeão da Segunda Divisão…

11 Porque todo mundo odeia Mano Menezes? Porque tem a arrogância, a prepotência de um José Mourinho dos trópicos. Só que em vez de duas Champions, é bicampeão da Segunda Divisão...
Carta aberta a Luiz Antônio…

“Não sou íntimo e nem quero ser. Apenas me sinto obrigado a escrever estas bem traçadas linhas. Porque tenho a convicção de que você não sabe o que está acontecendo. A razão, para, de repente, roubar o lugar de Luxemburgo, de Felipão. E se tornar o treinador mais rejeitado do país.

“Você fez por merecer a criação de uma nova série televisiva. “Todo Mundo Odeia o Mano.” E odeia mesmo. Os motivos são inúmeros. O primeiro é sua arrogância. E ela não veio do nada, eu sei. Entrevistei seu agente, Carlos Leite. Sua personalidade como treinador foi moldada, trabalhada. Não é natural Com palpites de sua filha, jornalista. Suas entrevistas nada têm de espontâneas. Mas há um motivo. Leite foi assessor de Jorge Mendes, o maior agente de jogadores e técnico do mundo.

“Mendes trabalha há anos com José Mourinho. O treinador português tem o ego maior do que o de Cristiano Ronaldo, também agenciado por Mendes, diga-se de passagem. Caro Luiz Antônio, Leite foi aluno de ficar babando diante da rede de relacionamentos montada pelo agente lusitano. Na última Eurocopa, dos 23 jogadores de Portugal, 17 eram dele. Carlos espera um dia fazer o mesmo na Seleção Brasileira. Só que antes, tratou de aplicar com você tudo o que aprendeu com Mendes e Mourinho. Foi uma péssima ideia.

“Mourinho se considera uma divindade enviada à Terra. Foi duas vezes campeão da Champions, tem sete títulos nacionais no currículo e mais onze títulos importantes. Ele adora o apelido de “The Special One” ou “O Especial”. Ele se considera um gênio. Não é treinador da Seleção de Portugal há pelo menos dez anos. Tem 51 anos, diz que comandará os portugueses quando estiver bem mais velho.

“José aprendeu que todas as vitórias são deles. Os empates e derrotas são dos jogadores. Na sua concepção, a imprensa é formada por ignorantes, com salário miserável. Dirigentes são burros com dinheiro e poder. Jogador são tratados como cavalos de raça com cérebro. E precisam ser disciplinados para fazer o que ele deseja. Sem contestação. Torcedores não o interessam. Só lembra deles na hora da conquista. Para receber as palmas. No restante do tempo, não quer nem saber. Seus conselheiros na vida são dois. Jorge Mendes e o espelho.

“Mourinho é excelente taticamente. Consegue ter uma visão privilegiada do futebol. Os títulos importantes o acompanham, lhe dão razão. Até mesmo o galã de Hollywood, George Clooney pensa em filmar uma biografia do treinador. Embora sua postura seja ridícula, ele tem motivo para se gabar. Você, não.

“Comprou a ideia de Leite o transformar em Mourinho dos trópicos cedo demais. Percebeu que a sorte sorriu demais na Batalha dos Aflitos. O Grêmio o jogou no cenário nacional como um vencedor, iluminado. Os dirigentes do Corinthians e do Cruzeiro brigaram pela sua contratação em 2007, lembra? Que satisfação almoçar com os corintianos e jantar com os cruzeirenses. No mesmo dia. Os dirigentes beijando seus pés. Esperando, angustiados, como um pretendente a uma noitada com a Gisele Bünchen, a sua resposta.

“Acabou seduzido pelos planos de Andrés Sanchez. Fechou a porta no Cruzeiro, pelo desprezo. Foi para a Segunda Divisão, sua especialidade. Havia vencido com o Grêmio e conquistou facilmente o bicampeonato. Mas já demonstrou sua arrogância no trato com Finazzi, Acosta, Lulinha. O trio não pode ouvir seu nome. Você tem um péssimo costume. Como Mourinho você gosta de hierarquizar o ambiente em um clube. Se coloca como o comandante e não quer ter a menor intimidade com os coadjuvantes, com os reservas. Tolera os bons. E tem uma intimidade total com a estrela do time. Com a imprensa, a mesma coisa. Você não sabe que está tomando veneno de canudinho.

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“Luiz Antônio, você precisa perceber que isso só provoca um clima de ódio nos clubes. Os jogadores rejeitados fazem questão de espalhar essa postura elitista. Desabafam para os conselheiros e seus empresários, melhores fontes de nós, ‘os ignorantes’ jornalistas. Dependendo do clube, como o Corinthians, essa maneira de agir chega aos membros das organizadas. Sua antipatia ganhou o país.

“Quando Andrés Sanchez o levou à Seleção Brasileira, repórteres não se conformavam com sua insegurança. A falta de determinação de esquemas táticos e até de convocações. Como é que pode alguém convocar 12 goleiros diferentes? E 106 jogadores? É um grande atestado de falta de rumo. Pior que, confrontado, apelava para a postura arrogante. Não admitia ser questionado. Deixava claro, com ar de tédio, que sabia o que estava fazendo. Tinha dó de quem não conseguia entender seus atos.

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“No futebol, para sua falta de sorte, Luiz Antônio, é fácil avaliar o acerto ou o erro nas atitudes. As derrotas e vitórias dão o parâmetro. E o fracasso foi seu companheiro na Seleção. Na Copa América do Paraguai. Nas Olimpíadas, quando tirou do cargo Ney Franco. Foi tentar você o ouro inédito em Londres. Acreditou ser uma barbada. Perdeu para os mexicanos. Já sem o guarda-chuvas de Andrés e Ricardo Teixeira, acabou demitido por José Maria Marin. Você ficou triste, deprimido que eu sei.

“Seu plano com Carlos Leite era chegar à Copa de 2014. Fazer uma grande campanha e ir trabalhar no Exterior. Daí o afinco com que você estuda inglês. Cuida do espanhol. Trabalhou respiração para nas coletivas estar sempre com o cérebro oxigenado. Todos os ‘penso que’ antes de começar a responder é uma maneira ganhar tempo de escolher as melhores palavras. Você é todo artificial.

“Mesmo assim, foi trabalhar no clube mais popular do Brasil. Já que a Seleção só desgastou sua imagem. Não surgiu qualquer proposta europeia. Na Gávea, seu jeito autoritário só construiu inimigos. Mesmo com o gaúcho Pelaipe tentando convencer que, apesar de arrogante, você era muito bom técnico. Não adiantou. Os dirigentes se cansaram de suas exigências e os jogadores de sentirem o medo de rebaixamento para a Segunda Divisão que você tinha. Sua saída acabou comemorada. Ainda mais que você largou a equipe que pouco tempo depois seria campeã da Copa do Brasil. Mais festa nos vestiários por sua ausência.

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“A volta ao Corinthians o mostrou traumatizado. Irritadiço com os fracassos na Seleção. Inseguro, incoerente. Cada dia fala uma coisa. Muda de ideia como troca de roupa. Viu Mario Gobbi enfrentar Andrés Sanches e ser abandonado. A segurança que tinha para fazer a reformulação do time de Tite, sem cobranças, acabou. Daí seu nervosismo. A goleada para o Santos por 5 a 1, a eliminação do Paulista pelo Penapolense. Na Copa do Brasil, resolveu dançar no Itaquerão contra o Atlético. Teve de engolir a comemoração na eliminação por 4 a 1 no Mineirão.

“Você, Luiz Antônio, conseguiu com sua arrogância ser odiado. Se esqueceu que Mourinho tem seu currículo vitorioso que permite o narcisismo. Você é especialista em Segunda Divisão, bicampeão da Série B. Pode dar palestras sobre o tema. Os torcedores não o suportam. Não se sentem representados por esse ser artificial, prepotente, sem humor. Capaz de vibrar que um radialista tenha caído no esgoto. Tudo porque ele foi ouvir torcedores que não toleram seus fracassos. Ainda bem que Gobbi conseguiu convencer as lideranças das organizadas ontem. Se não, eles iriam protestar em frente à sua luxuosa moradia, exigindo que abandone o Corinthians.

“Carlos Leite tem ligações importantes. Você não ficará sem trabalho depois de dezembro. Roberto de Andrade, o homem de Andrés nas eleições, não o quer no Parque São Jorge. Deseja a volta de Tite. Paulo Garcia e Roque Citadini também consideram seu trabalho fraco. Ilmar Schiavenato, candidato independente, idem. Você virou unanimidade, Luiz Antônio.

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“Se não sabe, ou finge não saber, os jogadores corintianos têm muita mágoa de você. Sentiram nas suas declarações o repasse dos fracassos durante todo 2014. Dizer que o time não está pronto é uma maneira de tentar se salvar, preservar sua imagem. Luiz Antônio, uma equipe que se sinta traída pelo técnico não rende. O atleta não derruba uma gota de suor a mais, para o ‘professor’. Pior para quem tem prêmio de R$ 1,2 milhão se levar o clube à Libertadores. Não é bom contar com esse dinheiro. Ainda mais quando sabem que você não existirá no Corinthians em 2015. Serão apenas essas dez últimas partidas no Brasileiro. E depois, adeus.

“Mostrar proximidade, almoçar junto com os atletas. Brincar, conversar agora é uma tentativa desesperada de tentar cumplicidade. Você teve o ano todo para fazer isso. Jogador de futebol é instintivo. Rancoroso. E muito interesseiro. No Parque São Jorge todos sabem que não será você quem decidirá o futuro de cada um no ano que vem.

“Luiz Antônio, você precisa rever seus conceitos. Perceber porque é tão detestado por onde passa. Não tem títulos, não tem vitórias, conquistas suficientes para toda essa arrogância. Precisa de um banho de humildade. Aceitar questionamentos. Trocar ideias. Ouvir. Está longe de ser o José Mourinho dos Trópicos. Seus feitos são pobres para tanta pose. Uma Copa do Brasil, um Gaúcho, um Paulista. E, sua especialidade, dois títulos de Segunda Divisão.

“O pior é você que possui ótima visão de futebol. Afetada pelos fracassos na Seleção e Flamengo, opta pelo medo fora de São Paulo. Trai a alma do Corinthians. É inteligente. Mostrou o caminho tático de Felipão para a Copa das Confederações.

Precisa entender um dia que não está lidando com marionetes, com robôs. E sim com seres humanos. Sua arrogância, seu narcisismo, sua prepotência, que você não faz questão nem de disfarçar, são seus piores inimigos. O fazem alvo fácil de dirigentes, jogadores, jornalistas, torcedores. Talvez essa carta o faça entender porque o Brasil adora te odiar, Mano Menezes…
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Paulo Metri: Contra o voto nulo pregado pela esquerda

Paulo Metri: Contra o voto nulo pregado pela esquerda

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O voto

Paulo Metri*, no Correio da Cidadania

Dilma e Aécio querem muito seu voto. O voto no Brasil é um cheque em branco, em que o beneficiado passa quatro anos usufruindo da ação do eleitor.

Poderia ser diferente se, no meio do período, existisse uma nova votação para validar ou não a continuação do mandato, o chamado “recall”.

Há anos, o professor Fabio Konder Comparato propôs esta validação, existente em outros países, como forma do político se tornar mais fiel ao seu discurso.

Muitas pessoas pensam que o eleito terá que corresponder à confiança nele depositada, senão não irá receber de novo aquele voto. Ledo engano, pois o eleitor comumente não se lembra das promessas do candidato, que o sensibilizaram, quando não ocorre de ele não se lembrar do candidato em quem votou.

Por isso, vários congressistas ineficientes e corruptos são frequentemente reeleitos. Antecipando uma conclusão, muitos dos nossos eleitores são infelizmente pouco politizados e, portanto, não dão o valor que uma eleição como esta tem.

Neste momento, os candidatos buscam ganhar a sua aceitação, mas o eleitor define seu voto considerando diversos fatores e alguns deles só são processados no subconsciente. Um dos mais citados argumentos de convencimento usados hoje para escolha do candidato é a necessidade de alternância no poder.

Este critério, usado à exaustão pela oposição que não tem conseguido chegar ao poder pelo voto, não resiste a uma mínima análise.

Por exemplo: que louco decide largar a família simplesmente porque há necessidade de fazer uma alternância de família? O membro da família pode largá-la quando o relacionamento traz mais infelicidade que felicidade para os envolvidos.

Outra argumentação usada por engabeladores é o novo ser sempre melhor que o antigo. A racionalidade recomenda considerar a possibilidade de o novo ser bom ou ruim, assim como o antigo também.

Para exemplificar, lembro-me de Fernando Collor quando se candidatou a presidente. O argumento da modernidade durante a campanha era muito usado. Eleito, fez o governo que fez e, assim, tivemos uma modernidade péssima. Entrando em uma seara em que não sou especialista, será que alguns políticos não estariam querendo atuar sob a psique humana, principalmente a dos jovens, que crêem haver necessidade de os velhos saírem de cena para o crescimento da sua geração?

A corrupção denunciada atualmente por toda mídia comercial, que pertence ao capital e é grande aliada dos candidatos conservadores, deve ser totalmente averiguada, levada à Justiça e os culpados punidos.

No entanto, é preciso ser honesto e desprendido de paixões para concordar que, se esta mídia é aliada política do grupo que é a oposição e quer chegar ao poder, ela irá denunciar os mínimos sinais de corrupção no atual governo e procurará conseguir o máximo de repercussão com estas denúncias. E, na época em que seus aliados estiverem no poder, o mesmo tratamento não ocorrerá. Infelizmente, a dura verdade é que não temos uma mídia comercial honesta.

O voto é conquistado por argumentações lógicas, pela escolha de bandeiras que sensibilizem o eleitor, mas também através da credibilidade transmitida na exposição dos argumentos e bandeiras. E dependendo da importância dada pelo eleitor à credibilidade, ela pode ser decisiva.

Assim, um candidato ganha tanto mais adesões, quanto melhores são suas propostas e argumentações, e quanto mais crível ele demonstra ser. É óbvio que quem tem facilidade de expressão e sabe representar bem tem enorme vantagem. Não é por outra razão que grandes atores têm sucesso também na carreira política. Muitas vezes, não se precisa estar acreditando no que se fala, basta estar atuando bem.

A motivação do candidato a favor da coletividade ou apenas a um pequeno grupo é definidor do voto para muitos eleitores. Aliás, deveria ser um dos mais importantes critérios para definição do voto, pois aquele com interesse coletivo tende a ser um ótimo representante do povo.

O grande problema é que alguns candidatos camuflam suas intenções, passando a ser difícil saber quais são os de interesse coletivo e os que irão beneficiar prioritariamente grupos de interesse da sociedade.

Candidatos que pregam que a livre iniciativa consegue resolver os problemas sociais; que o grande problema da nossa sociedade é o custo Brasil e a carga de impostos; que o assistencialismo, mesmo para aqueles em situação de desespero, é reprovável; e que o Estado deve abrir mão indiscriminadamente de suas empresas, tornando-se o mínimo possível, além de outras teses neoliberais, é com certeza um candidato do poder econômico e de pensamento não coletivo.

Sugiro ao eleitor saber com detalhe o passado de cada candidato, os grupos aos quais pertenceu, como se comportou nestes grupos, como administrou algum órgão público, se foi o caso. Assim, o eleitor começará a ter uma idéia de como será o governo do candidato.

O PT e o PSDB já detiveram a Presidência da República e, nestes períodos, existiram erros e acertos. Cabe ao eleitor avaliar quais acertos de cada candidato foram mais valiosos para a sociedade e quais erros foram mais penosos.

Como a diversidade humana é rica, analogamente aos candidatos, existem eleitores com posições que miram atingir a coletividade e outros que objetivam só atingir interesses próprios ou de grupos aos quais estão relacionados.

Estes últimos têm esperança de acumular muita riqueza, e as teses neoliberais são as regras mais propícias ao atingimento do acúmulo desejado, sem se importarem com o fato de que será necessário enganar seu semelhante e, também, de que poucos irão conseguir. Mesmo assim, o discurso neoliberal os atrai muito.

A racionalidade nos levaria a crer que as regiões mais carentes tenderiam a eleger os candidatos com posições mais coletivas. Em grande parte, isto tem ocorrido e, quando não ocorre, é por influencia da mídia comercial, que traveste os acontecimentos.

Só com esta mídia não há liberdade de imprensa, pois o oligopólio que a compõe cerceia esta liberdade. Este fato permite compreender porque a classe média, que contém a parte da classe pobre que ascendeu, graças ao PT, declara maior intenção de voto ao Aécio.

Alguns partidos de esquerda focam em um mundo ideal e eu admiro o esmero dedicado à arquitetura da sociedade.

Contudo, devido aos dois candidatos não representarem caminhos seguros para este mundo puro, eles recomendam voto nulo no segundo turno.

Como a minha sobrevida não permitirá, em hipótese alguma, conhecer este mundo, porque irá demorar muito para a sociedade humana estar preparada para conquistá-lo, não recomendo o voto nulo ou em branco.

Estes partidos deveriam, pelo menos, recomendar o voto nulo, em branco ou em Dilma.

Em outras palavras, o voto não deve ser dado ao Aécio em hipótese alguma, como declarou o Psol.

Isto porque Dilma e Aécio não podem ser colocados no mesmo patamar, por inúmeras razões.

Eu gosto mais destas: em respeito aos empregos gerados, ao aumento real do salário mínimo e do salário médio dos trabalhadores, à mobilidade social promovida e às vagas na educação superior criadas pelos governos do PT.

Leia também:

Os escândalos tucanos. Quem foi preso, afinal?

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Ministério Público aciona Minas Gerais por corrupção na saúde sob Aécio Neves

Ministério Público aciona Minas Gerais por corrupção na saúde sob Aécio Neves

aécio neves corrupção saúde minas
Ministério Público move duas ações contra Minas sob Aécio. Em uma, pede o ressarcimento de 1,3 bi, em outra, de 4,3 bi. Montante ultrapassa os R$ 5 bilhões (divulgação)

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais protocolou na sexta-feira (17) ação contra o governo estadual por uma suposta fraude orçamentária nos gastos na área de saúde entre os anos de 2003 e 2010, época em que o Estado era governado pelo atual senador e candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB). Segundo a ação, o governo promoveu uma maquiagem nas contas da área inserindo R$ 1,3 bilhão em recursos da empresa estatal de saneamento, Copasa, para que fosse atingido o percentual constitucional de 12% a ser investido na área.

A ação, segundo informa o jornal Folha de S. Paulo, foi proposta por três promotores e pede o ressarcimento aos cofres públicos do montante desviado. Em outra ação que tramita na Justiça mineira, o MP pede o ressarcimento de outros R$ 4,3 bilhões que deveriam ter sido investidos na saúde entre 2003 e 2008. Somados, os valores se aproximam dos R$ 7,7 bilhões que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem dito na campanha que deixaram de ser investidos na saúde nas gestões de Aécio.

A promotora da área da Saúde do MP de Minas Gerais, Josely Ramos, já havia proposto, também em 2010, uma ação de improbidade administrativa contra Aécio, alegando que entre 2003 e 2008 mais de 50% dos investimentos da saúde provinham de iniciativa da Copasa. A acusação se baseia no fato de que o governo teria inserido investimentos em saneamento básico como gastos na saúde. Uma auditoria revelou, no entanto, que a estatal não recebeu verbas do Estado para a saúde. A própria estatal teria reconhecido, segundo a ação.

A ação de improbidade contra Aécio, porém, foi arquivada pelo procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, André Bittencourt, sob alegação de que Josely não teria legitimidade para processar um governador, atribuição dele. A promotora recorreu alegando que, no segundo semestre de 2010, Aécio havia deixado o governo, desincompatibilizando-se para disputar o Senado. `

À Folha, o governo de Minas negou qualquer irregularidade afirmando que nos anos citados nas ações ainda não havia sido regulamentada a emenda constitucional que define os percentuais de investimento no setor.

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Corrupta, direita tucana usa tática da priorização do tema da corrupção

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As primeiras frituras na CBF

As primeiras frituras na CBF

Dois dos integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira não contam com a boa vontade de Gilmar Rinaldi e Dunga: o administrador Guilherme Ribeiro e o chefe da segurança, Moacyr Alcoforado.

Exatamente dois dos que não foram escolhidos pela dupla Gilmar/Dunga.

Há um terceiro, o médico Rodrigo Lasmar, mas este, mantido do time de Felipão, tem padrinhos fortes: Alexandre Kalil, presidente do Galo, e Aécio Neves.

Como assistente de José Luiz Runco, Lasmar trabalhou nas Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2014, mas não esteve em 2010, na África do Sul, com Dunga, e é filho de Naylor Lasmar, médico da Seleção, com Telê Santana, nas Copas de 1982 e 1986.

Ribeiro e Alcoforado já têm sentido o cheiro da fritura, embora postos na geladeira.

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Falta de água em SP, Globo ignora vídeo

Falta de água em SP, Globo ignora vídeo

A falta de água em SP vídeoÉ estarrecedor constatar que a blindagem midiática impede que a população de São Paula tenha pleno conhecimento da gravidade em que se encontram seus reservatórios de água.

O blog Tijolaço, dentre outros, alerta há tempos que a situação é catastrófica, mas a velha mídia empresarial escolheu ignorar, ocultar e/ou censurar a divulgação destas informações ao distinto público.

ASSISTAM AO VÍDEO E COMPROVEM A GRAVIDADE DA SITUAÇÃO

Um sobrevoo pela crise do sistema Cantareira

Após ser criado o MANCHETÔMETRO, o blog Megacidadania propõe que seja criado o OCULTÔMETRO.

CLIQUE E CONFIRA OUTRAS IMPORTANTES INFORMAÇÕES

Quantos caminhões-pipa garantiriam o abastecimento de água em São Paulo?

Regiões que mais consomem água são as que mais votaram em Alckmin

6 imagens de satélite chocantes da seca no Cantareira

Fonte: SãoPa

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A versão verdadeira

A versão verdadeira

A versão verdadeira
Ricardo Gondim

Existe um jeito certo de enlaçar os cadarços dos sapatos? Ziguezagueando de um lado para outro ou esticando na horizontal? Como se prepara café? Em coador de pano, com filtro de papel ou em sofisticada máquina de espresso? Nas refeições, por que o garfo prevaleceu e não os palitos? Como se deve escrever? Da esquerda para a direita, da maneira ocidental, ou da direita para a esquerda, como em vários países – há lugares em que a escrita é de cima para baixo, em colunas.

O mapa do mundo pode ser desenhado de ponta cabeça, com o sul para cima e o norte para baixo? No atlas, seria possível rachar a América do Norte no meio, ao invés do Oceano Pacífico para que a Ásia não pareça dividida?

Abacate se come como fruta, com leite e açúcar, ou se prepara com azeite, sal e vinagre? – parece que só brasileiro bebe abacatada. Como se aceitou a carne bovina comestível e se rejeitaram pratos com carne de cavalo?

A miséria é horrorosa para todos. Qual teoria, entretanto, possui a melhor resposta para a injustiça social? O capitalismo vingou onde? O comunismo soviético não deu certo por quê?  Qual o motivo dos cristãos ingleses, quando dominaram a Índia, não conseguirem promover um desenvolvimento sustentável ali.  Aliás, que país colonialista respeitou a cultura que invadiu?

Quem determinou a cor-de-rosa como feminina? Por que o preto remete ao negativo? De onde vem o costume social de o homem ser mais velho que a mulher nas relações conjugais? Por que se tornou incomum a mulher relacionar-se com homens mais baixos?

Para conhecermos a verdade verdadeira, melhor termos uma chancela institucional, partidária, acadêmica, eclesiástica? Que versão da história merece ser a mais fidedigna? Caso ouvíssemos os massacrados o que diriam sobre nossa ideia de civilização? Por que a religiosidade espanhola devastou culturas e etnias na América Latina? O que pensaram aztecas, incas e maias sobre o Deus dos cristãos, que teria autorizado o extermínio de suas culturas? O que pensavam os africanos mortos no porão dos navios negreiros sobre a racionalidade que os condenava a um inferno? Como qualquer sistema, que pretende representar Jesus de Nazaré, justifica processos desumanos e não de esperança?

É simplismo afirmar que existe um único jeito de encarar a vida. Cultura alguma é central, ou referência primordial, para outras culturas. Correção e verdade só participam na construção da história se desembocarem no compromisso com a lei áurea: Faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você.  O futuro não acontece a partir de versões intransigentes e ensimesmadas da verdade. Para coexistirmos na dureza dos anos, precisamos, mais que tolerância, reverenciar o diferente. A vida acontece nas frestas da humildade. Se reconhecemos o outro em sua complexidade, teremos coragem de somar nossas intuições. Só assim nos aproximamos da verdade.

Soli Deo Gloria

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O autoengano dos tucanos sobre a “evolução natural” da economia

O autoengano dos tucanos sobre a “evolução natural” da economia

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Pai e filha?

Pedro Paulo Zahluth Bastos e Marcio Pochmann

17/10/2014 09:20

Retórica tucana e mito da evolução natural

do Brasil Debate

Samuel Pessôa, economista do PSDB, diz que retórica petista “descontextualiza” FHC e distorce informações para favorecer Lula e Dilma. Na verdade, é ele quem recorre a esses expedientes para favorecer seu partido, omitindo que a plataforma neoliberal do ex-presidente tucano prometia crescimento, mas baixou a renda per capita e manteve a desigualdade

O abuso da retórica da cientificidade como recurso de poder é comum entre neoliberais que travestem a opção política como julgamento neutro. O nível de autoengano, para dizer o mínimo, chegou a extremos em artigo recente de Samuel Pessôa (Folha, 12/10).

O físico-economista alude à genética de Bruna Marquezine para defender que progressos no bem-estar social dos brasileiros devem-se ou à “evolução natural” da sociedade ou a reformas de Fernando Henrique Cardoso que, no fundo, teriam semeado os avanços colhidos por Lula e Dilma. Pessôa alega que a retórica petista “descontextualiza” FHC e distorce informações para favorecer Lula e Dilma.

Na verdade, é Pessôa quem omite informações, recorre a truques de retórica e distorce a realidade visando ao melhor efeito político para o PSDB.

A principal omissão é que FHC executou a plataforma neoliberal de ampliar o papel do mercado e da competição para selecionar os melhores e punir preguiçosos, prometendo crescimento: privatização de estatais, desregulamentação do mercado de trabalho e liberalização comercial e financeira.

A promessa era falsa: a renda domiciliar per capita caiu entre 1995 e 2002, segundo dados do IBGE (Pnad), tendo aumentado mais de 50% a partir de 2003, com a recuperação do papel do Estado com Lula e Dilma. A melhoria de outros indicadores tampouco resultou da “evolução natural”, a saber:

1. Desigualdade (Gini): enquanto se manteve estável com FHC, caiu 10% com Lula e Dilma diante da valorização do salário mínimo, da defesa e formalização do emprego e ampliação do gasto social, que explicam a queda muito mais do que o avanço “natural” da educação e da demografia;

2. A propósito de progresso educacional, em 2001 FHC vetou o 1º Plano Nacional de Educação (PNE), que determinava investimentos de 7% do PIB até 2010, deixou o País sem meta de financiamento e concluiu mandato com 3,5% do PIB; em 2014, Dilma aplica 6,4% do PIB em educação e sanciona o 2º PNE com destino de 10% do PIB até 2024.

3. Sobre demografia, Pessôa alude a um conceito vago para explicar seu impacto na queda do desemprego: a “transição demográfica”. Talvez se refira à queda da natalidade e o envelhecimento da população, mas a verdade é que isso ainda não esgotou o bônus demográfico (maior proporção de pessoas em idade ativa), pois os adultos nascidos na vigência de taxas mais altas de crescimento populacional ainda não se aposentaram.

Ao contrário de reduzir o desemprego, isso o aumentaria caso a oferta de empregos não tivesse aumentado e, principalmente, se não houvesse intensa inserção de jovens à escola, atrasando sua entrada no mercado de trabalho!

De fato, Pessôa omite a significativa ampliação das transferências de renda condicionadas à matrícula escolar, além de bolsas e crédito subsidiado para ensino técnico e universitário e a criação de 18 novas universidades federais (contra zero com FHC) e 178 novos campi.

Com isso, as matrículas no ensino superior elevaram-se de 2 milhões (2002) para 7,5 milhões (2014), complementados por 8 milhões de alunos no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec): produto da evolução natural?

4. Pessôa alega que mais da metade do crescimento da dívida pública com FHC resultou da assunção de dívidas passadas não contabilizadas. Isso é pura invenção: a “assunção de dívidas” explica menos de 10% da dívida e foi compensada em dobro (!) pela venda de estatais e a elevação de impostos.

O que explode a dívida são juros altos e títulos indexados em dólar para evitar a crise da âncora cambial antes da reeleição de FHC em 1998.

No próprio estudo do IPEA citado por Pessôa, correção cambial e juros altos contribuem com mais do que 100% da multiplicação da dívida por cinco entre 1995 e 2002! A dívida só não se elevou mais por causa das privatizações e do superávit primário depois de 1998.

5. Três idas ao FMI: Pessôa cita artigo de M. Bolle que, à maneira de Goebbels, não chama as coisas pelo nome e alega que empréstimos do FMI não indicam que o Brasil “quebrou”, pois “facilitaram a empreitada” da inclusão social. Por que “quebrar” designaria o fato de não obter financiamento do FMI e decretar moratória, ao invés de precisar dele a ponto de, no desespero, realizar políticas que levaram o desemprego a 15% e prometer vender o Banco do Brasil, a Caixa e as demais empresas estatais ainda não privatizadas, inclusive a PetrobraX?

6. Sobre o desemprego, Pessôa incorre naquilo de que acusa o PT: o “truque retórico de escolher estatísticas e bases de comparação de forma oportunista”. Em 2011, ele escreveu que, “entre julho de 2003 e julho de 2011, a taxa de desemprego caiu mais de 50% (!), apresentando redução de 13% da população economicamente ativa para 6,2%”, citando dados de regiões metropolitanas captadas pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

No domingo, usou a PNAD para afirmar que “se tomarmos como base de comparação 2002, último ano de FHC, o desemprego caiu 2,6 pontos percentuais (!), de 9,1% para 6,5%”, sem sequer discutir que a PNAD capta menos a “transição demográfica” que cita.

Ora, 50% ou 2,6%? É provável que a diferença no modo de calcular a redução do desemprego em 2011 e em 2014 se deva a oportunismo político e truque de retórica, não?

A piada sem graça não é que a retórica petista se aproprie da “evolução natural” de Bruna Marquezine, mas que seus críticos precisem se iludir quanto à rejeição da “herança natural” do neoliberalismo tucano por Lula e Dilma.

Pedro Paulo Zahluth Bastos é professor associado (Livre Docente) do Instituto de Economia da Unicamp e ex-presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE); Marcio Pochmann é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas.

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Blocos de Pernambuco fazem carnaval fora de época para apoiar Dilma Rousseff!

Blocos de Pernambuco fazem carnaval fora de época para apoiar Dilma Rousseff!

É carnaval em Pernambuco! No domingo (19), Recife e Olinda vão frevar em apoio a Dilma! Os blocos ‘Eu acho é pouco’ e ‘Pitombeira dos Quatro Cantos’, tradicionais no carnaval pernambucano, vão declarar apoio a Dilma com muito frevo e samba.

O ‘Eu Acho é Pouco’ lançou um manifesto declarando apoio ‘para dizer sim ao Brasil que cresce sem esquecer dos que um dia foram invisíveis’. O evento está marcado para às 16h, com concentração na Av. Rio Branco.

O Pitombeira irá sair às 13h, e a concentração será na sede do bloco (Rua 27 de Janeiro, Cidade Alta, Olinda). E você, tá em Recife ou Olinda? Vai ficar de fora? Aproveite o carnaval fora de época e mostre que está com Dilma Rousseff para seguir mudando o Brasil!

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