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Conheça algumas pessoas reais que inspiraram “American Horror Story: Freak Show”

Conheça algumas pessoas reais que inspiraram “American Horror Story: Freak Show”

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A nova temporada de American Horror Story se passa num chamado Freak Show. O  show de aberrações, também chamado de show de horrores, realmente existiu e foi muito conhecido nas décadas de 1840 até 1970. Esse tipo de atração costuma exibir pessoas com algum tipo de anomalia ou mutação genética como um tipo de ser bizarro, quase como […]

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Amor & Sexo realiza união estável de casais hétero e gays na Globo

2h
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Eis capa e contracapa do CD em que Casuarina vai no passo de Caymmi ♪ Estas são a capa e a contracapa do CD Casuarina no passo de Caymmi. As ilustrações da arte da capa e contracapa foram desenhadas à mão pelo designer Diogo Montes, em sintonia com o tom artesanal do cancioneiro do compositor baiano Dorival Caymmi (1914 – 2008). Editado pela Superlativa, o sexto álbum do grupo carioca Casuarina já está na fábrica e traz o registro de estúdio do show que o quinteto
Amor & Sexo realiza união estável de casais hétero e gays na Globo

 
Visto no A Tarde/Uol
Fernanda Lima fez o “Amor & Sexo” (Globo) entrar para a história da TV brasileira, nesta quinta-feira, 16, ao realizar a cerimônia de união estável de três casais: um hétero e dois homossexuais.
A atração, que teve “Amor” como tema, levou a juíza Berenice Dias e o tabelião Claudio Marcelo Azevedo, além de familiares e amigos dos noivos, para o programa.
“Hoje estamos reunidos aqui para um momento muito importante. Celebrando diversas formas de amor. Isso é muito significativo para vocês e para nossa sociedade que tem mesmo é que aprender a conviver com a diferença”, disse a juíza, militante dos direitos homoafetivos.
Um dos noivos também considerou o momento único. “Estou realizando um sonho. Espero que com esse casamento, a gente consiga ser feliz junto aos amigos, familiares e em nome de uma sociedade mais justa”, comentou.
Apesar de ter sido realizada em um programa de TV, a cerimônia não dispensou buquê para as noivas, troca de alianças e beijo dos noivos após o sim.
O tema “Amor” foi realmente contagiante na atração. Fernanda Lima até levou o marido Rodrigo Hilbert para abrir o programa com ela. Juntos, eles cantaram e dançaram “The Time of My Life”, música tema do filme Dirty Dancin (Ritmo Quente), sucesso na década de 80.
Fernanda e Rodrigo dançam e cantam “The Time of my life” (Foto: Raphael Dias | Gshow)
O romance foi tanto que causou “inveja” ao jurado Otaviano Costa. Para não acabar com o clima de amor do ar, Rodrigo também deu um selinho no amigo.
Otaviano Costa e Hilbert dão selinho no meio do programa (Foto: Raphael Dias / Gshow)
Após brincadeira, Fernanda falou sobre a atitude do marido: “Gente, até eu não estou reconhecendo meu marido!”
Veja direto no A Tarde/Uol

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5h
De Voltaire, A Princesa de Babilônia (download e-book grátis) “A princesa de Babilônia” é uma novela de leitura agradável, além de extremamente instrutiva. Voltaire apresenta, concomitantemente: amor ingênuo e puro, amor carnal, fidelidade e traição, amizade, ódio, vingança, inveja, prazer e dor, guerras, mortes, ressurreição, afeição e respeito pelos animais. O jovem herói Amazam se apaixona por Formosante, a princesa da Babilônia. Julgando-se tra
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A Teoria queer e os desafios às molduras do olhar

A Teoria queer e os desafios às molduras do olhar

Karla Bessa

Se é preciso ainda hoje, apesar das ponderações e críticas, destacar a força original da abordagem queer é porque consta em suas potencialidades propor algo além da in­clusão da diversidade sexual, ou seja, propor estudos direciona­dos para novas identidades de gênero, formas de conjugalidade, gestões, afetos, ou práticas eróticas singulares. Ir além da visibi­lidade de evidências de que existem outros modos de lidar com o corpo e os prazeres e tentar des-exotizar nossa compreensão sobre estas práticas. Trata-se de expandir o caráter de atuação do gênero para além dos palcos, questionando a existência de um gênero primeiro, a partir do qual se baseariam as manufaturas exageradas ou imperfeitas (o gênero fabricado nos camarins ou nas salas de cirurgia).

Questiona-se assim os padrões de perfeição e originalidade que constituem o pretenso gênero verdadeiro e a respectiva sexu­alidade nele presumida. É por isso que, na perspectiva queer, uma mulher trans não é menos mulher do que uma que tenha sido assim designada desde o nascimento. A diferença é política e não da ordem da natureza humana, o que nos leva a outro impor­tante raciocínio queer: afinal, o que é o humano em um mundo de buscas e transformações que fazem da tecnologia subjetiva e corporal um diálogo com outras tecnologias criadas a partir das intervenções humanas, no tempo/espaço de sua condição?

A constituição de uma análise fílmica interessada na perspectiva queer correu paralela e em mútua sintonia com outros grandes temas e áreas dos estudos feministas e de gê­nero. A crescente importância dos estudos de cultura visual no interior da ampla área dos estudos culturais e o desen­volvimento de algumas ferramentas conceituais para lidar com representações visuais gerou um promissor impulso no interior de outras áreas de conhecimento para pensarem a gestão das imagens de um ponto de vista ideológico (num primeiro momento) e, posteriormente, como discursos, ou seja, não mais inversão/distorção de uma realidade exterior, mas o jogo de poder entre representações em disputa.

Os primeiros estudos feministas na área da crítica cinematográfica datam dos anos 1970 e abalaram o modo de pensar o filme, antes entrincheirado em teorias sobre realismo, autores, gêneros, marxismo e formalismo. Levantaram pergun­tas sobre quem produz, para qual audiência e como utilizam os recursos técnicos e culturais para construir uma imagética e narrativa fílmica. Questionaram a presunção de valores e as atribuições de relação causal direta entre atividade/passivida­de e masculinidades e feminilidades de modo estereotipado. Esses estudos analisaram estruturas narrativas que mascaram, infantilizam e/ou idealizam mulheres e homens e suas respec­tivas sexualidades. Pautaram-se por leituras psicanalíticas, para problematizarem a construção subjetiva das personagens e dos enredos. Penso aqui nos trabalhos de Mary Ann Doane, Dana Polan, Teresa de Lauretis, Laura Mulvey, apenas para citar as que conseguiram maior divulgação no meio acadêmico, tanto pelo impacto de suas pesquisas, quanto pelo modo como o mercado das citações opera na produção acadêmica.

A andrógina Ângela Carne e Osso (Helena Ignez) no clássico “marginal”

No entanto, a ótica dessas primeiras incursões pressupunha um foco, praticamente universalizado: a maneira clássica de pensar gênero como uma relação entre homens/mulheres, ainda que pluralizando a categoria mulher, mantendo pressupostos básicos da divisão entre sexo/gênero. Os efeitos dessa perspectiva no interior da análise cinematográfica foram questionados, por exemplo, em pesquisas que mostravam o limite de categorias co­mo male gaze (olhar masculino), formulada por Laura Mulvey, que não previa a possibilidade de haver na audiência desejos con­siderados masculinos por parte de mulheres lésbicas. O prazer de olhar e a fascinação com o corpo feminino em seus possíveis contornos poéticos e eróticos não era uma prerrogativa apenas de homens, muito menos seguia a mesma lógica voyeurística. No final dos anos 1980, Jane Ganes escreveu uma importante crítica, sugerindo que pensar as opressões relativas a preferências sexuais extrapola as críticas marxistas aos mecanismos fetichis­tas do capitalismo, em especial, ao modo de analisar a indústria cultural. Seu interesse, naquele momento, era construir uma visão que possibilitasse perceber onde e como a racialização de corpos (negros, latinos, asiáticos) interceptava e produzia reiteradas conexões relativas às hierarquizações da organização da sexualidade, para além da desigualdade de gênero.

O tema do corpo racializado e sexualizado volta em outro grande tema dos estudos fílmicos – o debate sobre as estrelas de cinema. Se por um lado muitos estudos dessa época estavam preocupados com as suas estratégias de produção e circulação, Richard Dyer e Mandy Merck interessaram-se sobretudo pelo fato de que certas personagens e seus respectivos atores/atrizes passaram a fazer parte do imaginário de “subculturas”, como os jogos de identificações de gays e lésbicas com atrizes como Judy Garland, Marilyn Monroe, Joan Crawford, Marlene Dietrich e Paul Robeson. Ambiguidade, tensão erótica e o jogo de revela­-esconde desejos apresentam, nessas primeiras análises, a im­portância que tinha o ato de “se produzir”, visto como imita­ção, base da noção performativa de gênero. Ao mesmo tempo, o prazer visual adquirido através dessas e outras tantas estrelas hollywoodianas vinha de uma certa compreensão partilhada de que entrelinhas de gestos e falas abriam oportunidades de leituras queer dos dramas e sensibilidades encenados em primei­ro plano em termos convencionais (solidão, vínculo amoroso, paixão, desejo, fidelidade), deixando os desvios e perversões apenas como possíveis insinuações.

No Brasil, temos o que eu chamaria de tríade queer avant la lettre. Não que tenham sido produzidos inspirados pelos novos ventos dos festivais de diversidade sexual, o que seria uma ana­cronia. Eu os considero queers por problematizarem cinematica­mente a sexualidade para além dos modelos do amor romântico, dos prazeres convencionais e do modo de tratar desejo como algo restrito à noção de conjugalidade baseada na monogamia e nas atrações e prazeres direcionados para parceiros de sexo oposto. Além disso, por deslocarem o lugar comum do jogo masculino/feminino e por problematizarem a relação entre sexualidade, política e formas de dominação que se exercem conjugando políticas racializantes e instituição da família como instituição heteronormativa, enfim, por não fazerem concessões, docilizando corpos e desejos para o conforto da audiência.

A insaciável e voraz Ângela Carne e Osso (Helena Ignez), do filme de A mulher de todos (Rogério Sganzerla, 1969), é uma personagem ímpar no nosso cinema brasileiro. Representa ao meu ver um chamado importante para o debate sobre o quanto a sexualidade pesa na constituição de valores morais prescritos na noção de ordem e progresso. A estratégia cênica, simples e sem grandes torções metafóricas, consistiu no uso do charuto como objeto fálico, que dimensiona o apetite sexual desenfre­ado de Ângela na ordem de sua virilidade. Sua masculinidade libidinal a torna um ser andrógino, perigosa porque indomável e, ao mesmo tempo, uma travesti sem que essa travestilidade ganhe visibilidade em termos de gênero ou de orientação do desejo. A fantasiosa ilha dos prazeres permite o jogo entre gêne­ro e sexualidade. No entanto, para meu desgosto, a única cena (rápida) lésbica do filme veio marcada por um óbvio travesti­mento, enquadrada em tom de orgia. Alegoria política ou não, as aventuras sexuais de Ângela carne e osso, além de provocarem os limites de idealizações de feminilidades e masculinidades, tanto corpóreas quanto simbólicas, abrem-se para uma apre­ciação sobre fetiche (a primeira cena é um selo nesta direção) e voyeurismo. As tomadas e sua respectiva edição surpreendem, quando, por exemplo, a personagem encara a câmera/especta­dor, como quem diz “eu sei que estou sendo vista”, quebrando o clímax, insistindo na performatividade de suas experiências. Destitui assim, a onisciência do narrador em off que conduz o sentido do que se dá a ver de Angela. Sua força vibrante repousa exatamente nesse complemento: carnal, sem sentimentalismos, essencialismos, sem se aprisionar a categorizações.

Milton Gonçalves representa a rainha drag do filme A Rainha Diaba (1974), de Antonio Carlos da Fontoura

Além de Ângela, tivemos também a Rainha Diaba (Antonio Carlos da Fontoura, 1974). Nossa rainha (Milton Gonçalves) desdramatiza sua condição marginal de negra, gay, drag e se­nhor do tráfico. A atuação de Milton Gonçalves evidencia o jogo de ambiguidades entre masculinidades e feminilidades que gera, deliberadamente ou não, instabilidade de gênero. As oscilações entre docilidade e rudeza, meiguice e excentricidade (sem medo de ser carnavalesca enquanto administra duramente seus aliados e subordinados) criam o estranhamento. Não es­tamos diante de algo (alguém) comum. Uma festa de travestis colore a tela de plumas e paetês. É uma das cenas mais belas do filme, tanto por trazer vida e alegria ao sóbrio mundo do crime – desvirilizando a imagem do traficante, bandido, marginal, cuja masculinidade é inscrita na ordem do jogo “violência gera poder” – quanto por revelar uma outra esfera de sociabilidade, irmandade, criando camadas de submundo dentro do submun­do. Quem são os pares da Rainha? A narrativa não aprofunda, mas dá a entender que os laços que sustentam e estabilizam as relações não passam pelo crivo de instituições como a família; nem mesmo a parceria amorosa está atada a parcerias sexuais. O rearranjo da noção de pertencimento, confiança e solida­riedade passa pela condição limite de exposição à fragilidade e precariedade da travestilidade. O filme não é nenhum libelo político sobre vida e condição travesti, não tem intenção de representar demandas de afirmação. Expõe com despudor a ambiguidade e ambivalência de valores, por isso, não vitimiza ou culpabiliza o jogo de violências que toma conta do morro. Desmoraliza tanto a sexualidade quanto a vontade de poder. Leva a situação ao extremo, à margem da margem.

Finalmente temos Bauer, ou melhor, a luta de Vera (1986) para viver Bauer. O filme de Sérgio Toledo talvez seja o mais reconhecido internacionalmente como parte da rara filmografia até a década de 1980 a abordar o tema da transexualidade. A personagem instiga pelo grau de seriedade e certeza quanto ao modo como quer viver sua sexualidade e seu corpo. Desconcerta justamente aí, onde pensamos que pudesse haver um lado cô­modo na busca por um conforto afirmativo de gênero. O que Vera/Bauer apresenta em pormenores é o cotidiano, o detalhe da coerção à estabilidade de gênero. Ser feminina na busca da harmonia com o corpo, como sendo o biológico o determinante da conduta, da vestimenta, do gesto, requer um trabalho contí­nuo de educação, autopercepção. As insistências da instituição FEBEM para evitar a masculinização das meninas internas, tornam visíveis tanto as estratégias de disciplinarização que mar­cam a constituição do corpo generificado (definido em termos de gênero) quanto insinuam o desprezo para com o próprio corpo feminino, passível das violências invisíveis dos servidores que as “guardam” e, supostamente, protegem.

As crises da personagem com as marcas sexuais, escamote­adas com vestimentas, que a tornam aos olhos dos outros uma mulher (seios, vagina) ficam mais doloridas quando, no contato erótico-amoroso, sua parceira Clara cobra acesso tátil e visual ao seu corpo. Dar-se ao toque naquilo que convencionalmente constitui o feminino, ainda que por prazer ou amor, era sentido por Bauer como uma violação. A materialidade que a constitui a oprime. Ela percebe saída na intervenção e transformação, via cirurgia. Algo inacessível, dada a sua condição de ex-detenta e subempregada. A carne é o limite quando o simbólico desmo­rona. Os amparos, oriundos das personagens que lhe acolhem nessa angustiante travessia, são insuficientes porque o drama, vivido por Bauer no singular, requer condições sociais comple­tamente ausentes de sua perspectiva naquele momento. Se Bauer não tem espaço para viver em Vera e Vera não sabe viver sem Bauer, encurtar o sofrimento parece ser a única porta viável à personagem. No entanto, a narrativa conduz a um final com um toque de mistério.

Vera/Bauer tentou nos sensibilizar para algo que, no final dos anos 1980, estava formulando um novo vocabulário. Quase duas décadas depois, a presença de transexuais e transgêneros em filmes mudou muito. Hoje há mais de duzentos e cinquen­ta e seis festivais dedicados à cultura e filmografia GLBTQ. Destes, pelo menos uns treze estão em funcionamento na América do Sul (Argentina, Venezuela, Colômbia, Peru, Chile, Bolívia, Uruguai, Brasil). Na década de 1990, o Mix Brasil da Diversidade foi o grande pioneiro; na última década, vimos pi­pocar, em diferentes estados, festivais e mostras (algumas competitivas, outras não) que promovem direta ou indireta­mente exibições e debates em torno de gênero, sexualidade e diversidade sexual. Dentre as várias iniciativas eu citaria o For Rainbow e o Curta o Gênero de Fortaleza, o DIV.A (dedicado à animação), Mostra Possíveis Sexualidades de Salvador, Festival CLOSE (Porto Alegre), Rio Festival Gay de Cinema (R.J). Alguns são iniciativas de grupos GLBTQ outros de estudantes/pesqui­sadores (Cinepagu – Unicamp); ou de ONGs e institutos de arte e cultura (Dragão do Mar, Fábrica de Imagens).

Final dos anos 1950 na Casa Susanna, sociedade secreta onde era possível romper os papeis de gênero tradicionais da época.

Um dos focos principais dos festivais criados no Brasil, mas não só aqui, é a relação entre política sexual e direitos huma­nos. Talvez seja por isso que filmes como o encantador curta metragem O olho e o zarolho (J. Vicente & R. Guerra, 2013), o surpreendente O amor que não ousa dizer seu nome (Barbara Roma, 2013), bem como o experimental e irreverente Vestido de Laerte (Cláudia Priscilla e Pedro Marques, 2012) tenham sen­sibilizado uma plateia ampla de frequentadores desses festivais. Nessa direção, falta maior investimento em arquivos que tragam para esses novos espaços de projeção a história das produções audiovisuais independentes, como por exemplo, o importante trabalho produzido por Rita Moreira.

Há uma estética queer? Esta pergunta já fora formulada logo no início da criação dos festivais (estética gay) e reformu­lada a partir do debate iniciado nos anos 1990 com B. Ruby Rich, sobre o New Queer Cinema. Ainda hoje se pergunta o que foi/é novo no cinema queer. Não vejo consenso entre os diversos autores que se dispuseram a qualificar a estética ou a proposta política para um cinema queer; definir o que é seria circunscrever um potencial que pode nos surpreender. Afinal, trata-se de um campo de invenções, mais do que da indústria cinematográfica em si ou das grandes corporações midiáticas. A qualidade primordial: filmes que problemati­zem nossas convenções e verdades acerca da sexualidade e do gênero, rompendo binarismos (“homem versus mulher”, “heterossexualidade versus homossexualidade” etc).

Uma das razões para o crescimento do cinema queer em vários países nos últimos anos foi o barateamento da produção fílmica com o uso de câmeras digitais e softwares de edição. A ideia na cabeça e a câmera na mão continua sendo um potencial transgressor que libera a criatividade para fora dos esquemas narrativos e cinemáticos dos filmes de alto custo, produzidos nos grandes estúdios de cinema. Outro fator que impulsionou a produção foi o contexto da AIDS nos anos 1980 e a tentativa de dar novos significados e formular outras representações para os estigmas que marcaram a correlação entre homossexualidade e doença. Em termos de Brasil, eu agregaria a estes fatores levan­tados por Rich o fato de que temos vivido nos últimos anos uma  terrível contradição. A presença midiática, em especial através da TV, de programas como Big Brother, novelas, séries dos ca­nais fechados, que fazem uma espetacularização da imagem de personagens, gestos (toda a mídia em torno do “beijo gay/lésbico da novela das oito”) que, se por um lado ajudam na promoção da visibilidade dos que questionam a normatização da heteros­sexualidade, por outro desencadeam reações violentas, como perseguições políticas e ataques verbais por parte de religiosos ortodoxos que consideram qualquer sexualidade/afetividade fora da norma uma afronta e instigam seus fiéis à prática do assédio moral e da vigilância coercitiva.

Diversificam-se os meios de produção/divulgação de ima­gens, narrativas da cultura audiovisual e do cinema digital. Crescem as formas de compartilhamento de toda essa produ­ção através de redes sociais em diferentes formatos de telas, das menores, como as de celulares, às maiores, os cinemas. Por isso mesmo, cresce a disputa e acirram-se as lutas no campo das re­presentações. O apelo da crítica queer é justamente o de sensibili­zar nosso olhar para enfrentar esses novos campos de batalha.

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3h
Delicadeza transviada Laurence Philomène Pedro Camargo Apesar da pouca idade, a fotógrafa canadense Laurence Philomène, vinte e um anos, já apresenta uma obra que afronta o conceito de gênero binário cristalizado na sociedade. Ela começou a fotografar e publicar seu trabalho na internet aos quatorze anos. O que se en­tende por masculino funde-se com o seu oposto em fotografias delicadas que se alinham à cultura queer.
3h
Queer o quê? Ativismo e estudos transviados Foto da série Feminine Identities da fotógrafa canadense Laurence Philomène Berenice Bento O convite da revista CULT para contribuir neste dossiê, levou-me a relembrar a força que textos de algumas te­óricas queer tiveram em minha trajetória. Revi meus dilemas provocados pela falta de um suporte teórico para mi­nhas angústias durante a produção de minha tese de doutora­do. Naquele momento, nos i
3h
Des-heterossexualizara cidadania é ainda uma frente de batalha A professora argentina Leticia Sabsay Andrea Lacombe e Emma Song A cidadania – aqui entendida como um conjunto de di­reitos civis – é marcada pela sexualidade e construída sobre o paradigma heterossexual, consequência de um modelo de vida que naturaliza a relação entre o sujeito e a he­terossexualidade. Esse é um dos pontos principais do trabalho da professora argentina Leticia Sabsay (na foto),
3h
O potencial político da Teoria queer Carla Rodrigues Pioneira dos estudos queer no Brasil, pioneira na tradu­ção de pensadoras feministas como Joan Scott e Judith Butler, a professora Guacira Lopes Louro avisa que se sente “pouco confortável” com o qualificativo de “pioneira”. “Afinal, não me parece muito queer assumi-lo, não é?”, diz, demonstrando a efetiva ligação entre teoria e prática, entre academia e ativismo. Há alguns anos, c
5h
1
TV Revista CULT entrevista Arnaldo Antunes Autor de mais de vinte livros publicados – os mais recentes, 40 Escritos e Outros 40 lançados neste ano pela editora Iluminuras -, Arnaldo Antunes conversou com a TV Revista CULT sobre sua obra poética, as relações entre música e poesia, o impacto das novas tecnologias em seus processos de criação e sobre o lugar da crítica na imprensa contemporânea. O músico e poeta também não deixa de adiantar
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Torre de Babel

Torre de Babel

Robert Desnos

Tradução Eclair Antonio Almeida Filho

Porte du second infini

A Antonin Artaud

L’encrier périscope me guette au tournant
mon porte-plume rentre dans sa coquille
La feuille de papier déploie ses grandes ailes blanches
Avant peu ses deux serres
m’arracheront les yeux
Je n’y verrai que du feu mon corps
feu mon corps !
Vous eûtes l’occasion de le voir en grand appareil
le jour de tous les ridicules
Les femmes mirent leurs bijoux dans leur bouche
comme Démosthène
Mais je suis inventeur d’un téléphone de
verre de Bohême et de
tabac anglais
en relation directe
avec la peur !

Porta do segundo infinito

A Antonin Artaud

O tinteiro periscópio me espreita na esquina
meu porta-caneta retorna para sua concha
A folha de papel desfralda suas grandes asas brancas
Em pouco suas duas prensas
arrancar-me-ão os olhos
Verei apenas fogo
fogo meu corpo!
Vocês tiveram a ocasião de vê-lo em grande aparelho
no dia de todos os ridículos
As mulheres puseram suas joias em suas bocas
como Demóstenes
Mas sou inventor de um telefone de
vidro da Boêmia e de
tabaco inglês
em relação direta
com o medo!

Tes amants et ma îtresses

A Janine

On n’inscrit pas d’initiales à la craie
dans la forêt blanche de l’amour.
Un éternel faucheur efface les tableaux noirs des calculateurs
ville de gélatine complaisante aux araignées tu trembles à ma voix
La fumée tient une grande place dans ma vie.
Et quelque tigre féroce a décalqué
sur ma poitrine le reflet de ses yeux jaunes.
Une enceinte de tabac et d’iris
Voilà la forteresse
du tribunal de la
rivière où voltigent
cent poissons.

Teus amantes e amásias

A Janine

Não se inscrevem iniciais com giz
na floresta branca do amor.
Um eterno ceifador apaga os quadros negros dos calculadores
cidade de gelatina complacente com as aranhas tu tremes por minha voz
A fumaça ocupa um grande lugar em minha vida.
E algum tigre feroz decalcou
sobre meu peito o reflexo de seus olhos amarelos.
Um recinto de tabaco e de íris
Eis a fortaleza
do tribunal do
rio onde adejam
cem peixes.

Robert Desnos (1900-1945)
Poeta francês. Foi redator da revista La Révolution Surréaliste e alistou-se no exército francês para combater os nazistas na Segunda Guerra Mundial. Em 1944 foi enviado para o campo de concentração de Auschwitz, e depois para o de Terezin. Contraindo febre tifóide, morreu em 1945

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57min
Da arte de ser obnóxio Alcir Pécora Em 1997, o historiador Quentin Skinner deu sua aula inaugural em Cambridge tendo como tema as ideias de um grupo de autores ingleses do século 17, como James Harrington, Marchamont Nedham, Algernon Sidney, entre outros, os quais, inspirados pela leitura de pensadores romanos, como Salústio, Tito Lívio, Sêneca, Tácito etc., defendiam a ideia de que só era possível ser livre num Estado
1h
Linchamento O linchamento é um tipo de violência em cuja base estão tensões sociais profundas que, embora possam explicá-lo, não servem de desculpa. Alguma “desculpa”, no entanto, está sempre no cerne do linchamento. Ela é relativa à ação conjunta na qual todos agem em torno de um curioso acordo acerca da verdade que rege o motivo do linchamento. O ato de linchar é um tipo de violência hedionda. Em primeiro
1h
A arte de transformar palavras em imagens José Wilker interpreta Chico Pacheco em O duelo, de Marcos Jorge, adaptação de Os velhos marinheiros, de Jorge Amado

“Homem-Aranha” da vida real acha aracnídeo debaixo da pele

“Homem-Aranha” da vida real acha aracnídeo debaixo da pele

Australiano viajava com um grupo de amigos, em Bali, quando percebeu uma enorme ferida em sua barriga, causado pelo aracnídeo

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2h
2
SP libera uso de canabidiol para tratamento de epilepsia em crianças A eficácia do uso do canabidiol ainda é alvo de estudos, embora saiba-se que o componente não induz efeitos psicóticos ou riscos ao desenvolvimento cognitivo.
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MasterCard vai lançar cartão de crédito com leitor de impressões digitais

MasterCard vai lançar cartão de crédito com leitor de impressões digitais

O apelo de cartões de pagamento que não exigem contato é óbvio: você precisa apenas balançar seu cartão de crédito ou débito próximo a um terminal e pronto, você pagou. Mas isso também elimina o PIN da equação, o que significa que fica mais fácil para alguém roubar e usar seu cartão. Para combater isso e possibilitar o pagamento sem toque, a MasterCard anunciou um cartão de crédito com um leitor de digitais para segurança biométrica.

Ao fazer uma compra sem contato, o dono do cartão simplesmente mantém o polegar no sensor biométrico durante a transação. Se a impressão digital pré-aprovada não for detectada, a compra não será processada – é simples.

Protótipo do cartão com leitor de digitais

Após um teste bem sucedido na Noruega com um protótipo com uma bateria enorme, a empresa por trás da tecnologia, a Zwipe, lançará uma nova versão do cartão para a MasterCard em 2015. E para manter os novos cartões finos como os que temos na nossa carteira, ele será alimentado por energia captada do terminal de pagamento no qual for usado. Então quanto mais você compra, melhor ele funcionará. [Zwipe viaPocket-lint]

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2h
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Agulhas vibratórias enganam seu cérebro para fazer injeções doerem menos Enfiar uma agulha de aço na carne nunca vai ser algo divertido, mas cientistas ao menos encontraram uma forma de fazer isso doer muito menos. O truque está em enganar suas células nervosas com um pequeno dispositivo que aplica pressão e vibração. A Popular Science fala sobre um estudo apresentado durante um encontro da American Society of Aneshesiologists. Os 21 voluntários do estudo foram tocados
3h
500+
O campo magnético da Terra pode se inverter dentro de 100 anos O campo magnético da Terra muda constantemente, e a cada 200.000 ou 300.000 anos, o norte e o sul invertem completamente. Atualmente estamos atrasados para uma dessas alterações – e cientistas agora dizem que ela pode acontecer em questão de 100 anos, mudando completamente a vida no nosso planeta de maneiras inesperadas. Por muito tempo imaginou-se que essas inversões demoravam até 7.000 anos para
5h
42
App de anonimato Whisper está monitorando todos os usuários, diz jornal Apps “secretos” estão ganhando popularidade. O Secret, por exemplo, se tornou tão popular que arrumou problemas no Brasil. O mais recente queridinho dos fãs de anonimato é o Whisper, que, assim como o Secret, permite compartilhar pequenos detalhes da sua vida. Mas, de acordo com um artigo do The Guardian, a empresa por trás do app está rastreando as pessoas que confiam demais no serviço. No começo
5h
200+
Os smartphones e tablets que vão receber atualização oficial para o Android 5.0 Lollipop O Android 5.0 Lollipop foi anunciado esta semana, e diversas fabricantes já garantem que vão atualizar seus aparelhos para esta nova versão. Mas quais? Confira na lista abaixo. >>> Android 5.0 Lollipop: novos recursos e um novo design Vamos atualizar esta lista à medida que as empresas revelarem mais detalhes. Linha Nexus O Android Lollipop será disponibilizado para o Nexus 4, 5, 7 (2012), 7 (2013
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As ambições da Samsung em realidade virtual: o Gear VR é só o começo

As ambições da Samsung em realidade virtual: o Gear VR é só o começo

O Samsung Galaxy Note 4 deve chegar em breve no Brasil e, além dele, a fabricante coreana prepara algo a mais. Ele é o primeiro smartphone projetado para funcionar com realidade virtual: encaixe-o no Samsung Gear VR, e um mundo novo se abre. Eu disse “o primeiro smartphone” porque descobri algo intrigante durante o evento Oculus Connect: a Samsung tem planos para muito mais.

É isso mesmo: o Gear VR não é apenas um golpe publicitário para vender alguns Notes a mais. A Samsung aposta sério na realidade virtual. Esse dispositivo e o Note 4 são apenas o começo. O chefe de mobile da Oculus, Max Cohen, disse que o Note 4 é apenas a base para uma experiência de realidade virtual móvel que vai melhorar ano a ano, à medida que novos dispositivos da Samsung sejam lançados, e fontes me dizem que a Samsung está desenvolvendo novos smartphones já pensando em adicionar realidade virtual a eles.

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Isso é algo maravilhoso, porque duas experiências de realidade virtual mexeram com a minha cabeça na Oculus Connect. Uma delas foi o protótipo Crescent Bay, criado pela própria Oculus. A outra foi o simples ato de assistir um filme com o Samsung Gear VR.

Gear VR

Para relembrar: o Samsung Gear VR é basicamente uma caixa elegante que permite prender seu Galaxy Note 4 à sua cabeça. Ele tem um par de lentes que estendem e ampliam a tela plana em um campo amplo de visão, dando a ilusão de que você está completamente cercado por uma realidade virtual. Se fosse só isso, ele não seria muito diferente do Google Cardboard, mas o Gear VR tem lentes muito melhores, um rastreador rotacional, e um touchpad para navegar nos apps.

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Ser completamente independente de um PC tem prós e contras. Não há uma câmera para detectar sua posição, então você pode até mexer a sua cabeça, mas não pode se inclinar dentro do mundo virtual. Como o smartphone fica responsável pelas imagens exibidas na tela, tudo funciona em um ritmo mais lento: em 60 Hz, que deixa tudo um pouco menos realista, em vez dos 75 Hz no Oculus DK2. E, claro, a bateria pode acabar e o smartphone pode esquentar.

Por isso, não surpreende que o Gear VR seja inferior em jogos se comparado ao Crescent Bay. Os gráficos eram rudimentares, e eu praticamente precisei me forçar a manter meu corpo parado. Mas quando abri um vídeo 3D, me sentei em uma cadeira confortável e esqueci de tudo. Dez minutos depois, estava pronto para comprar um Gear VR o quanto antes.

360 graus

No momento, há mais de vinte experiências sendo demonstradas no Gear VR, desde adaptações de jogos de Android a um jogo que mistura Legend of Zelda com Minecraft, desenvolvido pela própria Oculus. Mas o que me impressionou foi um vídeo em 360 graus que me transportou para o cume do Monte Haleaka, em Maui e, em seguida, para o meio de um espetáculo do Cirque du Soleil, e, mais surpreendentemente, para uma tenda da Mongólia onde uma família sentava-se pacificamente para comer uma refeição.

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Eu já tinha visto alguns vídeos em 360 graus antes, tanto no Oculus como em outros dispositivos. Geralmente, esses vídeos têm remendos em alguns lugares, áreas em que foi preciso colar duas imagens diferentes que não se encaixam muito bem. Isso cria mudanças de perspectiva bizarras e que não enganam seu cérebro. Mas no Gear VR, era diferente: eu me senti realmente dentro dos lugares.

Depois, falei com os criadores, Felix and Paul Studios, mas eles não detalharam tecnologias ou técnicas; disseram apenas que usaram um sistema customizado de câmeras completamente sem fios, que tem o tamanho e formato de uma cabeça humana. O sistema foi projetado para fazer a experiência ser a mais simples possível para telespectadores. Eles disseram que, no estágio atual, as imagens são capturadas em 6K por olho a 60 fps, e eles usaram 4K por olho para o Gear VR. Felix e Paul não têm planos de vender ou licenciar a tecnologia, no entanto.

Um cinema em seu rosto

Mas, como eu descobri pouco depois em outra demonstração, você não precisa necessariamente de conteúdo em 360 ​​graus para tornar interessante a realidade virtual móvel, porque Oculus e Samsung também transformaram o Gear VR no melhor cinema do mundo. Cada Gear VR será lançado com um aplicativo chamado Oculus Cinema, que simplesmente coloca você dentro de uma sala com uma tela gigante. Soa familiar, não?

Mas como isto é realidade virtual, e não apenas uma tela flutuando na frente dos seus olhos, essa sala de cinema poderia estar na superfície da Lua. Você já jogou Heavy Rain, onde um agente especial usa óculos de realidade virtual que o permitem transformar o escritório sujo dele em um jardim zen ou um paraíso subaquático? Isso virou realidade.

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A sala de cinema na Lua, no Oculus Cinema. Bem, na verdade uma perspectiva 2D dela.

Além disso, a Oculus planeja lançar o código-fonte do Cinema e – talvez – até mesmo deixar as pessoas venderem seus próprios ambientes de cinema na app store. Especialmente se novo proprietário, o Facebook, deixar você assistir a filmes com seus amigos na mesma sala virtual, algo que Cohen insinuou repetidamente, mas não confirmou durante a nossa conversa.

Além disso, Oculus e Samsung já se envolveram com empresas de Hollywood. Eles estão trabalhando com a Fox, Dreamworks e IMAX em salas de cinema e conteúdo para elas. Aliás, a melhor coisa que eu vi foi uma gigantesca sala IMAX virtual, onde eu assisti parte de uma missão da NASA para o Telescópio Espacial Hubble, em 3D nativo, com a luz da tela iluminando as superfícies e cadeiras em minha volta.

Foi melhor do que sentar em uma sala de cinema real, e imediatamente me fez pensar que eu nunca voltaria a um cinema se eu pudesse assistir meus filmes dessa maneira. Quando John Carmack, que projetou o app Oculus Cinema, disse que assistiu toda a trilogia Matrix e uma temporada completa de Max Headroom dessa forma, eu fiquei com um pouco de inveja. Parece ser um app matador para a realidade virtual. E, claro, a Samsung quer um pedaço.

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Protótipos iniciais do Samsung Gear VR

As ambições da Samsung

Mas entendo que a Samsung não está apenas imitando a Oculus aqui. A divisão de pesquisa da empresa, com sede em Dallas, trabalhou por dois anos até chegar ao Gear VR. Quando Samsung e Oculus se uniram para o Gear VR, a coreana já tinha um protótipo funcional. Como a Oculus precisava de telas OLED, e a Samsung precisava da tecnologia e conhecimento em software de rastreamento de cabeça, eles formaram um acordo mutuamente benéfico.

Mas de acordo com uma fonte, futuros smartphones da Samsung terão rastreadores melhores de cabeça já embutidos, e porque a Samsung não tem como objetivo ser um receptáculo para o software da Oculus e do Facebook; ela quer usar a realidade virtual como um catalisador para impulsionar as vendas de smartphones cada vez mais potentes.

Não dá para saber se essa informação realmente procede, mas isso faz bastante sentido. Os smartphones chegaram a um limite de tamanho sem se tornar tablets. A tela do Samsung Galaxy Note 4 é linda com sua resolução 2560 x 1440, mas a densidade de pixels não tem muito mais para onde ir. Os processadores móveis também avançaram muito, e precisam de algo para desafiar seu desempenho. A Samsung ganha seu dinheiro vendendo componentes como telas e processadores, e precisa de uma força para manter as pessoas querendo atualizar e trocar seus dispositivos.

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Aproximando-se da incrível tela do Galaxy Note 4

Mas a realidade virtual pode consumir todo o poder de processamento que você tem – e ainda pedir mais – e deixa muito espaço para as telas melhorarem antes que estejam perfeitamente adequadas para ficarem em uma lupa na frente da sua retina. O Facebook admitiu, quando comprou a Oculus por US$ 2 bilhões, que a realidade virtual pode ser a próxima grande plataforma de computação, tornando-se ideal para a Samsung criar um sistema operacional próprio. A conferência de desenvolvedores da Samsung, que ocorre no mês que vem, tem seis sessões inteiras sobre aplicações práticas de realidade virtual.

Por enquanto, você não pode comprar um Gear VR. Nós nem sequer sabemos quanto ele custa. Além disso, John Carmack e Max Cohen – chefe em mobile da Oculus – me disseram que esta primeira “Innovator Edition” tem limitações que a impedem de ser um produto de massa. Assim como o Google Glass, este é um gostinho de uma tecnologia que ambas as empresas esperam ganhar o mercado em pouco tempo. Mas já pode fazer uma coisa incrível agora mesmo.

Quando perguntei a Cohen o que ele, pessoalmente, mais quer da realidade virtual, ele disse: “Eu quero ser transportado por todo o mundo. Eu quero estar presente em lugares que o dinheiro não pode comprar. Eu quero estar no estúdio com Radiohead enquanto eles gravam um álbum. Quero estar sentado lá e olhar para a minha direita e eu quero ver Thom Yorke experimentando sons.”

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O projeto de realidade virtual “Strangers with Patrick Watson” em duas dimensões

Isso não é exagero. Na verdade, há um exemplo muito parecido no Gear VR: em “Strangers with Patrick Watson“, outro vídeo de 360 ​​graus feito pela Felix and Paul Studios, você pode assistir a um músico experimentando sons e compondo. É apenas um momento comum na vida de uma pessoa, capturado para compartilhar ao mundo. Eu mal posso esperar para ver mais disso.

O post As ambições da Samsung em realidade virtual: o Gear VR é só o começo apareceu primeiro emGizmodo Brasil.

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