VALE A PENA LER DE NOVO…Jean Wyllys na CartaCapital:

Jean Wyllys na CartaCapital:

A presidenta Dilma Rousseff – agora candidata à reeleição – parece preocupada com a luta contra a homofobia (incluindo aí a lesbofobia e a transfobia) e aparentemente se indignou com o recuo programático de Marina em relação aos diretos da comunidade LGBT. Ela tem razão, sim, mas…

Todos sabem aqui o quanto eu critiquei a vergonhosa “errata” da candidata Marina Silva, que apagou, do programa de governo do PSB, todas as propostas concretas relacionadas aos direitos da população LGBT, justificando-se com explicações inacreditáveis. E, nessa crítica, concordamos com a presidenta e com a militância do PT – tanto com os militantes petistas que sempre atuaram na defesa do estado laico, dos direitos civis e das liberdades individuais, quanto com aqueles outros militantes petistas que chegaram a essa luta só no início dessa semana. Inclusive esses últimos são muito bem-vindos; contudo, eu quero lhes avisar que eu tenho memória!

A presidenta Dilma governa o Brasil há quase quatro anos. Este período foi muito ruim para as minorias em geral (mas, em particular, para as minorias sexuais). O governo Dilma cancelou o programa Escola sem Homofobia, cedendo à chantagem da bancada fundamentalista e, em especial, à chantagem de Garotinho, que, dias atrás (e não coincidentemente) almoçou com a presidenta e fez, com ela, várias selfies. Foi também o governo Dilma que se aliou a partidos fundamentalistas como o PRB (da Igreja Universal do Reino de Deus), o PR (do Garotinho), o PSC (do pastor fundamentalista), o PP (da família de parlamentares viúvos da ditadura e capitães hereditários da política), o PMDB (um dos partidos com mais membros na bancada de fundamentalistas religiosos).

Durante o governo Dilma, os vendilhões do templo ganharam mais poder e dinheiro, com ministério e outros lotes da administração pública além da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados por um ano (o que resultou num impacto negativo sem precedentes na luta legislativa em favor das minorias religiosas, étnicas e sexuais). O governo Dilma também regrediu em relação às políticas públicas de combate à Aids e às DST que orgulhavam o Brasil até então, chegando ao ponto de vetar as publicidades elaboradas pelo próprio Ministério da Saúde para a prevenção do HIV entre jovens LGBT.

Foi o governo Dilma que acatou parcialmente uma recomendação do Vaticano na ONU que exclui e desprotege os direitos das famílias homoafetivas, e que, no mês de junho, na mesma ONU, absteve-se na votação que aprovou a resolução homofóbica sobre a “proteção da família” (de apenas algumas famílias, excluindo as outras) apresentada pela Rússia e companhia (Rússia, aquele país onde a livre manifestação da homossexualidade e todo tipo de ativismo em favor dos direitos civis das minorias sexuais é hoje criminalizado).

Aliás, presidenta Dilma, lembra que foi seu governo que, com a mesma rapidez da Marina – em apenas 24 horas –, revogou uma portaria do Ministério da Saúde que beneficiava as pessoas transexuais?

Mais: durante o governo Dilma o número de assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais e trans (não qualquer tipo de assassinato, mas aqueles motivados pelo ódio às pessoas LGBT) cresceu exponencialmente (mais de 300 por ano), apesar da boa vontade e dos esforços da ministra Maria do Rosário e sua equipe na SDH (mas políticas públicas não se fazem só com boas intenções e aprovação de leis, mas depende de algum esforço da presidenta junto à sua base).

Durante o governo Dilma o Brasil conquistou o direito ao casamento civil igualitário por uma decisão do Conselho Nacional da Justiça (que veio depois de outra anterior do Supremo Tribunal Federal que iniciou o caminho, e de várias decisões de juízes, tribunais superiores estaduais e corregedorias – e que foi provocada por uma ação do meu mandato endossada pelo PSOL), mas a presidenta não foi capaz sequer de se pronunciar a respeito! Não esperava a militância corajosa a favor do casamento igualitário da Cristina Kirchner, do Pepe Mujica, do Barack Obama, mas, pelo menos, um aceno, uma palavrinha, um alento…

E ainda dorme no Congresso (onde a base governista é maioria) o projeto de lei que eu apresentei para traduzir essa conquista numa reforma ao Código Civil, como dorme o meu projeto de lei de identidade de gênero (ambos também assinados por uma deputada coerente e lutadora do seu partido, Érika Kokay). Aliás, também dorme numa gaveta a criminalização da homofobia, sobre a qual a senhora agora se manifesta a favor, depois de quase quatro anos sem fazer nada para que fosse aprovada.

Ainda lembro, presidenta, que foi a senhora que disse (copiando as palavras do pastor Malafaia, o mesmo a quem a candidata Marina se submete, e a cuja marcha homofóbica a senhora enviou o ministro Gilberto Carvalho para falar em seu nome), que não permitiria, em seu governo, “propaganda de opção sexual”, algo que eu espero que a senhora saiba que não existe, já que a orientação sexual não é uma opção e não tem propaganda que possa mudá-la ou promovê-la.

A homofobia é um sistema, retroalimentado principalmente por discursos religiosos fundamentalistas que desqualificam, desumanizam e difamam a comunidade LGBT. Logo, a forma com que seu governo alimentou de poder e dinheiro os fundamentalistas religiosos faz com que os tímidos acenos de hoje, em campanha, pouco valham, pois o sistema homofóbico precisa ser combatido de forma sistêmica, com políticas públicas, garantia de direitos e desarticulação das hostes formadas pelos vendilhões do templo, que vivem dele.

Eu reconheço, contudo, uma diferença entre a senhora, presidenta Dilma, e a candidata Marina. Seu governo cede ao fundamentalismo como parte de uma concepção nada democrática e covarde de “governabilidade”, que a leva a ceder também aos abusos dos ruralistas, banqueiros e outras corporações. E imagino que, muitas vezes, a senhora faça isso com muita dor, até pessoal – mas, mesmo assim, faz! Já a Marina cede não só em função do cálculo eleitoral (e, em última instância, da “governabilidade”), mas por estar submissa aos dogmas fundamentalistas que estruturam sua visão de mundo. Ela, portanto, oferece mais riscos aos direitos das minorias religiosas e sexuais (a comunidade LGBT). E não pode mudar; não vai mudar.

É importante reconhecer – e eu reconheço – que o governo Dilma fez avanços significativos em outras áreas se o compararmos com os governos FHC e se o considerarmos uma extensão dos governos Lula: por exemplo, houve avanços em relação aos direitos sociais (segurança alimentar, saúde e educação – esta última mais em se tratando de acesso à escola do que de qualidade do ensino) dos mais pobres, principalmente daquelas famílias chefiadas por mulheres. E esses avanços não são pouca coisa, nem podemos abrir mão deles.

Faltam duas coisas, presidenta: em primeiro lugar, uma sincera autocrítica por tudo o que a senhora não fez nesses quase quatro anos de governo. Em segundo lugar, um compromisso público concreto de mudar, de fazer o que não fez até agora se tiver a chance de um segundo mandato. Mesmo que não exista a possibilidade de a senhora ter meu voto no primeiro turno, como a candidata Marina também não o terá, eu espero essa atitude da minha presidenta, como cidadão desse país.

Vamos criticar a Marina, sim, mas a crítica precisa estar fundada em ações que deem a ela a autoridade moral necessária para que não seja, apenas, hipocrisia eleitoreira, mas um sincero compromisso com a luta que a senhora nunca deveria ter abandonado.

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A presidenta Dilma Rousseff – agora candidata à reeleição – parece preocupada com a luta contra a homofobia (incluindo aí a lesbofobia e a transfobia) e aparentemente se indignou com o recuo programático de Marina em relação aos diretos da comunidade LGBT. Ela tem razão, sim, mas…

Todos sabem aqui o quanto eu critiquei a vergonhosa “errata” da candidata Marina Silva, que apagou, do programa de governo do PSB, todas as propostas concretas relacionadas aos direitos da população LGBT, justificando-se com explicações inacreditáveis. E, nessa crítica, concordamos com a presidenta e com a militância do PT – tanto com os militantes petistas que sempre atuaram na defesa do estado laico, dos direitos civis e das liberdades individuais, quanto com aqueles outros militantes petistas que chegaram a essa luta só no início dessa semana. Inclusive esses últimos são muito bem-vindos; contudo, eu quero lhes avisar que eu tenho memória!

A presidenta Dilma governa o Brasil há quase quatro anos. Este período foi muito ruim para as minorias em geral (mas, em particular, para as minorias sexuais). O governo Dilma cancelou o programa Escola sem Homofobia, cedendo à chantagem da bancada fundamentalista e, em especial, à chantagem de Garotinho, que, dias atrás (e não coincidentemente) almoçou com a presidenta e fez, com ela, várias selfies. Foi também o governo Dilma que se aliou a partidos fundamentalistas como o PRB (da Igreja Universal do Reino de Deus), o PR (do Garotinho), o PSC (do pastor fundamentalista), o PP (da família de parlamentares viúvos da ditadura e capitães hereditários da política), o PMDB (um dos partidos com mais membros na bancada de fundamentalistas religiosos).

Durante o governo Dilma, os vendilhões do templo ganharam mais poder e dinheiro, com ministério e outros lotes da administração pública além da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados por um ano (o que resultou num impacto negativo sem precedentes na luta legislativa em favor das minorias religiosas, étnicas e sexuais). O governo Dilma também regrediu em relação às políticas públicas de combate à Aids e às DST que orgulhavam o Brasil até então, chegando ao ponto de vetar as publicidades elaboradas pelo próprio Ministério da Saúde para a prevenção do HIV entre jovens LGBT.

Foi o governo Dilma que acatou parcialmente uma recomendação do Vaticano na ONU que exclui e desprotege os direitos das famílias homoafetivas, e que, no mês de junho, na mesma ONU, absteve-se na votação que aprovou a resolução homofóbica sobre a “proteção da família” (de apenas algumas famílias, excluindo as outras) apresentada pela Rússia e companhia (Rússia, aquele país onde a livre manifestação da homossexualidade e todo tipo de ativismo em favor dos direitos civis das minorias sexuais é hoje criminalizado).

Aliás, presidenta Dilma, lembra que foi seu governo que, com a mesma rapidez da Marina – em apenas 24 horas –, revogou uma portaria do Ministério da Saúde que beneficiava as pessoas transexuais?

Mais: durante o governo Dilma o número de assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais e trans (não qualquer tipo de assassinato, mas aqueles motivados pelo ódio às pessoas LGBT) cresceu exponencialmente (mais de 300 por ano), apesar da boa vontade e dos esforços da ministra Maria do Rosário e sua equipe na SDH (mas políticas públicas não se fazem só com boas intenções e aprovação de leis, mas depende de algum esforço da presidenta junto à sua base).

Durante o governo Dilma o Brasil conquistou o direito ao casamento civil igualitário por uma decisão do Conselho Nacional da Justiça (que veio depois de outra anterior do Supremo Tribunal Federal que iniciou o caminho, e de várias decisões de juízes, tribunais superiores estaduais e corregedorias – e que foi provocada por uma ação do meu mandato endossada pelo PSOL), mas a presidenta não foi capaz sequer de se pronunciar a respeito! Não esperava a militância corajosa a favor do casamento igualitário da Cristina Kirchner, do Pepe Mujica, do Barack Obama, mas, pelo menos, um aceno, uma palavrinha, um alento…

E ainda dorme no Congresso (onde a base governista é maioria) o projeto de lei que eu apresentei para traduzir essa conquista numa reforma ao Código Civil, como dorme o meu projeto de lei de identidade de gênero (ambos também assinados por uma deputada coerente e lutadora do seu partido, Érika Kokay). Aliás, também dorme numa gaveta a criminalização da homofobia, sobre a qual a senhora agora se manifesta a favor, depois de quase quatro anos sem fazer nada para que fosse aprovada.

Ainda lembro, presidenta, que foi a senhora que disse (copiando as palavras do pastor Malafaia, o mesmo a quem a candidata Marina se submete, e a cuja marcha homofóbica a senhora enviou o ministro Gilberto Carvalho para falar em seu nome), que não permitiria, em seu governo, “propaganda de opção sexual”, algo que eu espero que a senhora saiba que não existe, já que a orientação sexual não é uma opção e não tem propaganda que possa mudá-la ou promovê-la.

A homofobia é um sistema, retroalimentado principalmente por discursos religiosos fundamentalistas que desqualificam, desumanizam e difamam a comunidade LGBT. Logo, a forma com que seu governo alimentou de poder e dinheiro os fundamentalistas religiosos faz com que os tímidos acenos de hoje, em campanha, pouco valham, pois o sistema homofóbico precisa ser combatido de forma sistêmica, com políticas públicas, garantia de direitos e desarticulação das hostes formadas pelos vendilhões do templo, que vivem dele.

Eu reconheço, contudo, uma diferença entre a senhora, presidenta Dilma, e a candidata Marina. Seu governo cede ao fundamentalismo como parte de uma concepção nada democrática e covarde de “governabilidade”, que a leva a ceder também aos abusos dos ruralistas, banqueiros e outras corporações. E imagino que, muitas vezes, a senhora faça isso com muita dor, até pessoal – mas, mesmo assim, faz! Já a Marina cede não só em função do cálculo eleitoral (e, em última instância, da “governabilidade”), mas por estar submissa aos dogmas fundamentalistas que estruturam sua visão de mundo. Ela, portanto, oferece mais riscos aos direitos das minorias religiosas e sexuais (a comunidade LGBT). E não pode mudar; não vai mudar.

É importante reconhecer – e eu reconheço – que o governo Dilma fez avanços significativos em outras áreas se o compararmos com os governos FHC e se o considerarmos uma extensão dos governos Lula: por exemplo, houve avanços em relação aos direitos sociais (segurança alimentar, saúde e educação – esta última mais em se tratando de acesso à escola do que de qualidade do ensino) dos mais pobres, principalmente daquelas famílias chefiadas por mulheres. E esses avanços não são pouca coisa, nem podemos abrir mão deles.

Faltam duas coisas, presidenta: em primeiro lugar, uma sincera autocrítica por tudo o que a senhora não fez nesses quase quatro anos de governo. Em segundo lugar, um compromisso público concreto de mudar, de fazer o que não fez até agora se tiver a chance de um segundo mandato. Mesmo que não exista a possibilidade de a senhora ter meu voto no primeiro turno, como a candidata Marina também não o terá, eu espero essa atitude da minha presidenta, como cidadão desse país.

Vamos criticar a Marina, sim, mas a crítica precisa estar fundada em ações que deem a ela a autoridade moral necessária para que não seja, apenas, hipocrisia eleitoreira, mas um sincero compromisso com a luta que a senhora nunca deveria ter abandonado.

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filhos-dos-orixas…..CARTA DE MÃE BEATA DE YEMONJA A MARINA SILVA

CARTA DE MÃE BEATA DE YEMONJA A MARINA SILVA
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Prezada Marina Silva, pretensa candidata à presidência da Republica Brasileira,

Num país, com vários grupos raciais e étnicos, eu acho que a Senhora deveria informa-se melhor ou procurar ser mais humilde e segura das suas ações. Como uma boa política, que diz que é, uma grande potencia política, sugiro que seja mais humilde e procure outra maneira de profetizar a sua fé e não atacar os seus irmão e aqueles pretende dirigir, se eleita for.

Quando a Senhora diz que as religiões afro não são religião e sim seita. Eu como uma iyalorixa do Candomblé, uma mulher negra muito feliz; pois eu tenho dignidade o amor e humildade, digo que não.

Quando dizem que o Candomblé é seita por que cultua satanás. E nós não cultuamos satanás. Cultuamos Olorum, Obatalá, Ododuá e Exú, que é o grande dinamizador. Cultuamos os inquices e os vodunces que são deuses como Dafé e Jeová. Cultuamos deuses de energia da natureza que é a coisa mais suprema que pode existir. Por que somos natureza, filhos da natureza. Ao qual a Senhora terá um grande compromisso de preservar essa natureza que pede socorro, pelo descaso de pessoas inconsequentes.

Sobre o amor, me pergunto se a Senhora saber o que é o amor. Quando a senhora fala do casamento entre casais do mesmo sexo (casamento iguais), esquece dos nossos filhos gays e lésbicas que merecem respeito. A senhora ama os seus filhos? E os filhos não pediram para nascer.

Eu me julgo uma mãe do mundo por que sou de Iemanjá, Orixá que dos seus seios brota a água suprema, que é o leite que amamenta aqueles que a sociedade repudia a exemplo dos gays e das lésbicas. . Eu sei chorar com olhos do meu irmão e abraçar esses-

Eu sou uma cidadã de fato. Sou mulher negra, do Candomblé, não tenho a pretensão de ser politica. Faço politica sim. Nesse momento estou fazendo politica com a senhora.

Reveja as minhas palavras como politica e cidadã

Eu sou Beatriz Moreira Costa, Mãe Beta, mulher negra como a Senhora. Hoje tenho 83 anos e nasci no Recôncavo baiano, às margens do rio Cachoeira do Paraguaçu.

Obrigada

Tirania

TiraniaPor Emerson Santiago

Chama-se tirania o governo conduzido por um tirano, onde determinada população é oprimida e tem seu livre arbítrio retirado, transformando-se em peças em um jogo de poder.Em nossos dias, o termo tirania é aplicado geralmente a uma forma cruel e opressiva de governo, mas a definição original da palavra se referia a regimes cujos mandatórios não tinham a legitimidade para exercer o poder, não importando se agissem de forma maligna ou benevolente. Essa transformação em seu significado tem origem na sucessão de governos tiranos através da história, que, mesmo benignos, tendem a ser inseguros, e para tentar manter o seu poder, transformam-se em regimes cada vez mais opressivos. Dessas experiências surgiu ainda a divisão de poderes na administração pública, para que se evitasse o acúmulo de poder nas mãos de um indivíduo apenas.

Os métodos para derrubar uma ordem constitucional e estabelecer uma tirania são bem conhecidos, mas é surpreendente notar que aqueles que não têm intenção de perpetrar uma tirania podem ser cooptados a instalar um modelo tirânico de administração, apesar de suas melhores intenções. A tirania não é sempre deliberada, os tiranos pode enganar-se em seus atos, acreditando-se libertadores de uma condição, de uma população, e ao mesmo tempo podem agir de modo a enganar todo mundo. O tirano sempre busca o condicionamento do povo, tornando-o compatível com as exigências do poder. Para isso, ele sempre estimula a ignorância pública do cidadão em relação aos seus deveres cívicos.

Uma forma comum de implantação do modelo tirânico de governo começa com o controle e distribuição de falsas informações, por exemplo, com a instituição de ministérios da propaganda chamados de “informação pública” ou “marketing”. Outra manobra comum é a da fraude eleitoral, usada para impedir a eleição de reformadores. O tirano irá se utilizar ainda da usurpação de poderes, controle das forças armadas, militarização da aplicação da lei, com medidas aparentemente fortes, como a declaração de uma “guerra contra o crime”, por exemplo, que acaba por gerar uma guerra contra as liberdades civis. Outras formas básicas da tirania é a instituição da prática de espionagem e vigilância interna, supressão de pesquisadores e denunciantes, além a criação de uma classe de funcionários acima da lei.

A solução nesses casos é sempre detectar as tendências para a tirania e suprimi-las antes que elas se desenvolvam e acabem firmemente estabelecidas. As pessoas nunca devem concordar em qualquer violação da constituição. Deixar de tomar medidas corretivas cedo significa apenas que medidas mais severas terão de ser tomadas mais tarde, talvez com a perda de vidas e do rompimento da sociedade de uma forma que a recuperação pode levar até mesmo séculos.

Bibliografia:
ROLAND, Jon. Principles of Tyranny (inglês). Disponível em: < http://constitution.org/tyr/prin_tyr.htm >. Acesso: 21/02/13

Tirania

http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.1411706120.html#_=1411946209142&count=horizontal&id=twitter-widget-0&lang=pt&original_referer=http%3A%2F%2Fwww.infoescola.com%2Ffilosofia%2Ftirania%2F&size=m&text=Tirania%20-%20formas%20de%20governo%20-%20InfoEscola&url=http%3A%2F%2Fwww.infoescola.com%2Ffilosofia%2Ftirania%2F&via=infoescola http://platform.twitter.com/widgets/follow_button.1411706120.html#_=1411946209152&id=twitter-widget-1&lang=pt&screen_name=infoescola&show_count=false&show_screen_name=true&size=m

Chama-se tirania o governo conduzido por um tirano, onde determinada população é oprimida e tem seu livre arbítrio retirado, transformando-se em peças em um jogo de poder.Em nossos dias, o termo tirania é aplicado geralmente a uma forma cruel e opressiva de governo, mas a definição original da palavra se referia a regimes cujos mandatórios não tinham a legitimidade para exercer o poder, não importando se agissem de forma maligna ou benevolente. Essa transformação em seu significado tem origem na sucessão de governos tiranos através da história, que, mesmo benignos, tendem a ser inseguros, e para tentar manter o seu poder, transformam-se em regimes cada vez mais opressivos. Dessas experiências surgiu ainda a divisão de poderes na administração pública, para que se evitasse o acúmulo de poder nas mãos de um indivíduo apenas.

Os métodos para derrubar uma ordem constitucional e estabelecer uma tirania são bem conhecidos, mas é surpreendente notar que aqueles que não têm intenção de perpetrar uma tirania podem ser cooptados a instalar um modelo tirânico de administração, apesar de suas melhores intenções. A tirania não é sempre deliberada, os tiranos pode enganar-se em seus atos, acreditando-se libertadores de uma condição, de uma população, e ao mesmo tempo podem agir de modo a enganar todo mundo. O tirano sempre busca o condicionamento do povo, tornando-o compatível com as exigências do poder. Para isso, ele sempre estimula a ignorância pública do cidadão em relação aos seus deveres cívicos.

Uma forma comum de implantação do modelo tirânico de governo começa com o controle e distribuição de falsas informações, por exemplo, com a instituição de ministérios da propaganda chamados de “informação pública” ou “marketing”. Outra manobra comum é a da fraude eleitoral, usada para impedir a eleição de reformadores. O tirano irá se utilizar ainda da usurpação de poderes, controle das forças armadas, militarização da aplicação da lei, com medidas aparentemente fortes, como a declaração de uma “guerra contra o crime”, por exemplo, que acaba por gerar uma guerra contra as liberdades civis. Outras formas básicas da tirania é a instituição da prática de espionagem e vigilância interna, supressão de pesquisadores e denunciantes, além a criação de uma classe de funcionários acima da lei.

A solução nesses casos é sempre detectar as tendências para a tirania e suprimi-las antes que elas se desenvolvam e acabem firmemente estabelecidas. As pessoas nunca devem concordar em qualquer violação da constituição. Deixar de tomar medidas corretivas cedo significa apenas que medidas mais severas terão de ser tomadas mais tarde, talvez com a perda de vidas e do rompimento da sociedade de uma forma que a recuperação pode levar até mesmo séculos.

Bibliografia:
ROLAND, Jon. Principles of Tyranny (inglês). Disponível em: < http://constitution.org/tyr/prin_tyr.htm >. Acesso: 21/02/13

VOCE VAI VOTAR NO PSDB EM SP…?

Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais
Será que apenas os hermetismos pascoais
Os toms, os miltons, seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?

Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome, de raiva e de sede
São tantas vezes gestos naturais